Seul (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou nesta segunda-feira o protecionismo durante sua visita de Estado à Coreia do Sul, que incluiu uma cúpula com seu homólogo sul-coreano, Lee Jae-myung, e criticou o uso do comércio como «uma arma».
Lula questionou a guinada em direção a políticas restritivas na economia global, ressaltando que o retorno ao protecionismo «não tem justificativa», sem se referir diretamente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante seu discurso no Fórum Empresarial Coreia do Sul-Brasil, na capital sul-coreana.
«A resiliência de um país, especialmente em tempos de turbulência global e de retorno do protecionismo, depende da diversificação de sua base econômica e de suas relações comerciais», destacou.
Lula reiterou que as negociações para um acordo comercial entre Coreia do Sul e Mercosul devem ser retomadas.
«A melhor resposta às tentativas de utilizar o comércio como arma é demonstrar que é possível alcançar entendimentos mutuamente benéficos por meio do diálogo e da negociação», indicou, ao mencionar a força comercial do Brasil na agricultura e em minerais críticos.
Suas declarações ocorrem após sua passagem pela Índia, onde assinou um acordo estratégico de investimento e cooperação técnica para a exploração de minerais críticos, a fim de blindar a soberania tecnológica de ambos os países diante da hegemonia da China e das pressões de Washington.
Em Nova Délhi, também advertiu que o Brasil não aceitará um papel de subordinação em uma «nova Guerra Fria», em mensagem dirigida ao presidente americano, em meio à incerteza comercial após a Suprema Corte dos Estados Unidos decidir contra a política de tarifas do mandatário do país.
Lula ficará na Coreia do Sul até esta terça-feira. EFE






