Redação Central (EFE).- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou a Rússia nesta quinta-feira de querer «usar o Natal como fachada» para impedir o avanço do Exército ucraniano na região do Donbass e aproximar equipamentos e munições de suas posições.
Zelensky respondeu assim ao presidente russo, Vladimir Putin, que ordenou hoje um cessar-fogo de 36 horas a partir do meio-dia de amanhã, após um apelo do patriarca da Igreja Ortodoxa russa, Kirill, para que fosse estabelecida uma trégua de Natal, que os crentes ortodoxos celebram em 7 de janeiro.
«Agora querem usar o Natal como fachada para deter, pelo menos brevemente, o avanço de nossos rapazes em Donbass e trazer equipamentos, munições e homens mobilizados para mais perto de nossas posições. O que isso trará? Apenas mais um aumento no número de mortos», denunciou Zelensky, em seu habitual discurso noturno.
Nesse sentido, comentou que «todo mundo sabe como o Kremlin usa as paralisações na guerra para continuar a guerra com vigor renovado».
«Para acabar com a guerra mais rápido, isso não é o que é necessário. O que é necessário é que os cidadãos da Rússia encontrem a coragem de se libertar de seu vergonhoso medo de um homem no Kremlin, pelo menos durante 36 horas, pelo menos no Natal», acrescentou.
Zelensky também lembrou que a Fórmula da Paz da Ucrânia foi apresentada em 15 de novembro e que um de seus pontos prevê a retirada das tropas de ocupação russas do território ucraniano.
«Esta é uma maneira garantida e confiável de cessar o fogo, deter as baixas e a guerra em geral», declarou, enfatizando que a Rússia já perdeu «quase 110.000» soldados mortos nesta guerra, iniciada em 24 de fevereiro do ano passado.
«Aqueles que continuaram o terror contra nosso país e enviaram todas aquelas pessoas para o massacre, rejeitando nossas ofertas para impedir a agressão russa, certamente não valorizam a vida e definitivamente não buscam a paz», lamentou.
Por fim, o presidente ucraniano sentenciou diante da proposta de Putin que «a guerra terminará quando seus soldados partirem ou nós os expulsarmos». EFE



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