Kingstown (EFE) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu nesta sexta-feira aos líderes latino-americanos que recuperem o espírito de unidade e superem a intolerância política que divide a região.
Lula, que discursou na sessão plenária da cúpula de chefes de Estado e de governo da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), que está sendo realizada em São Vicente e Granadinas, lembrou que a região já foi capaz de trabalhar em conjunto, deixando de lado as diferenças ideológicas.
«A intolerância ganhou força e a vocação para a cooperação deixou de ser cultivada, assim como os conflitos se impuseram», disse Lula, afirmando que questões como «o fim do bloqueio a Cuba ou a soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas são de interesse de todos».
Lula, que foi um dos promotores da Celac na primeira década deste século, lamentou que América Latina e Caribe tenham se tornado novamente «uma região balcanizada e dividida, na qual a intolerância ganhou força e os conflitos prevalecem».
De acordo com o presidente, os países-membros da Celac devem decidir «se querem se integrar ao mundo unidos ou separados» e afirmou que, «se o fizerem como uma região, terão muito mais possibilidades de influenciar o pacto internacional».
Além disso, defendeu o fortalecimento da cooperação em todas as áreas e, em particular, em relação à luta contra a pobreza e as mudanças climáticas, duas questões centrais na agenda do Brasil, que este ano ocupa a presidência do G20.
Entre os presidentes que participam da reunião estão os de Bolívia, Luis Arce; Colômbia, Gustavo Petro; Cuba, Miguel Díaz-Canel; Venezuela, Nicolás Maduro; e Honduras, Xiomara Castro, que assumirá a presidência temporária da Celac nesta cúpula.
Vários líderes do Caribe também estão presentes e, entre os ausentes, destacam-se quase todos os do arco ideológico de direita, como o argentino Javier Milei; o salvadorenho Nayib Bukele; o equatoriano Daniel Noboa; o paraguaio Santiago Peña e o uruguaio Luis Lacalle Pou.
Entretanto, também há ausências notáveis na esquerda, como o mexicano Andrés Manuel López Obrador; o chileno Gabriel Boric e o nicaraguense Daniel Ortega. EFE



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