Genebra (EFE).- O alto comissário da ONU para Direitos Humanos, Volker Türk, opinou nesta sexta-feira que é preciso reconhecer o direito dos palestinos à autodeterminação e a responsabilização pelas «atrocidades cometidas» para garantir uma paz duradoura na Faixa de Gaza.
Türk defende a realização de um processo político que leve a uma solução de dois Estados (Palestina e Israel), em que o direito dos palestinos à autodeterminação seja reconhecido.
«Trata-se de garantir que todos os palestinos em Gaza e na Cisjordânia, independentemente de gênero, idade ou deficiência, possam ter suas vozes ouvidas e participar dos processos de tomada de decisão sobre seu futuro governo», explicou o alto comissário.
Ele também argumentou que não pode haver reconciliação duradoura entre palestinos e israelenses sem que haja responsabilidade e verdade sobre as «graves violações» dos direitos humanos e da lei humanitária internacional que ocorreram nos dois anos de conflito.
Para garantir a responsabilidade, ressaltou Türk, o monitoramento e a divulgação dos direitos humanos continuam sendo essenciais e devem ser realizados sem ameaças, intimidação ou represálias.
Türk também defendeu a proteção das ONGs, que têm sido «repetidamente atacadas e enfraquecidas ao longo dos anos», e o acesso total e irrestrito à ajuda humanitária, aos monitores de direitos humanos e aos jornalistas internacionais.
«Os jornalistas devem poder realizar seu trabalho em Gaza livremente. Abrir Gaza para o mundo pode servir como garantia contra uma recaída e atuar como uma presença protetora para evitar violações», analisou.
O alto comissário para Direitos Humanos colocou seu escritório à disposição para apoiar as partes do conflito e a comunidade internacional nos esforços para promover a paz, a justiça e a reconciliação. EFE






