Jerusalém (EFE).– O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira que o grupo xiita libanês Hezbollah «anseia por um cessar-fogo» após a intensificação da ofensiva israelense no sul do Líbano.
Em uma mensagem de vídeo publicada em seus canais, Katz declarou que a operação militar em curso representou um duro golpe para o grupo armado, que, segundo ele, «anseia por um cessar-fogo», e acusou o Irã de pressionar nesse sentido por temor de que Israel consiga «esmagá-lo».
Segundo Katz, mais de 200 combatentes do Hezbollah foram eliminados ontem, o que eleva para mais de 1.400 o total de mortos na campanha, cifra que, assegurou o ministro, supera amplamente a registrada «durante a Segunda Guerra do Líbano», ocorrida em 2006.
O ministro também explicou que a estratégia israelense se articula em quatro linhas de defesa e controle dentro do sul do Líbano.
Estas incluem a «linha fronteiriça», com a destruição de infraestruturas em aldeias próximas; uma segunda linha defensiva em território libanês, ampliada de «cinco para 15 pontos»; uma «linha antitanque», consolidada mediante manobras terrestres e em expansão; e o controle da zona do rio Litani com o objetivo de impedir infiltrações e o retorno de combatentes do Hezbollah ao sul.
Além disso, segundo o titular da Defesa, o Exército israelense planeja continuar mantendo ataques aéreos contra «posições, combatentes e lançadores» do Hezbollah, tanto na zona do Litani quanto em outras áreas do Líbano.
Nesse sentido, Katz advertiu que as tropas do Exército israelense estão preparadas para responder «com contundência» a qualquer ataque em retaliação por parte do Irã.
«Prometemos oferecer segurança aos residentes do norte, e é exatamente isso o que faremos», concluiu o ministro em sua mensagem de vídeo.
Apenas uma hora antes da publicação, o Exército israelense ordenou a evacuação urgente de grande parte dos subúrbios da capital libanesa, Beirute, diante de ataques iminentes de sua Força Aérea.
Israel continua bombardeando o território libanês apesar de o Paquistão, Estado negociador do cessar-fogo com o Irã, ter assegurado que a trégua também inclui o Líbano.
Tanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, quanto o Exército alegam que o Líbano não está incluído e, apesar da entrada em vigor do cessar-fogo na quarta-feira, lançaram uma extensa onda de bombardeios contra todo o país que matou mais de 250 pessoas.
Segundo as autoridades libanesas, o número de mortos pelos ataques israelenses desde o lançamento de sua campanha de bombardeios e operação terrestre no país supera 1.700.
Do outro lado, 12 soldados israelenses morreram em combate no sul do Líbano (um deles por fogo amigo) e dois civis morreram no norte de Israel por ataques do Hezbollah. Além disso, outro civil morreu na localidade de Misgav Am, a apenas 500 metros da fronteira com o Líbano, atingido por um disparo errado de um tanque israelense. EFE






