Washington (EFE).- O Pentágono enviará milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio nos próximos dias, enquanto o governo dos Estados Unidos tenta pressionar o Irã para que chegue a um acordo e o presidente Donald Trump assegura que a guerra «está prestes a terminar».
A expectativa é que 4.200 efetivos, pertencentes ao Grupo Anfíbio Boxer e sua força operacional da Infantaria de Marinha embarcada, a 11ª Unidade Expedicionária da Infantaria de Marinha, cheguem à região no final deste mês, segundo o jornal «The Washington Post».
As tropas se juntarão aos aproximadamente 50.000 efetivos que, segundo o Pentágono, participam de operações contra o Irã.
Este movimento ocorre em um momento delicado, em meio a um frágil cessar-fogo e com as negociações entre as delegações americana e iraniana em pausa, após o fracasso das conversas em Islamabad no último fim de semana.
De fato, é provável que a chegada dos reforços militares coincida com o fim da trégua, no próximo dia 22 de abril.
Trump afirmou nesta quarta-feira, em entrevista à emissora «Fox Business», que a guerra no Irã pode terminar «muito em breve» e que espera que os preços da gasolina voltem aos níveis anteriores ao conflito nos próximos meses, visando as eleições americanas de meio de mandato em novembro.
As consequências econômicas do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, em retaliação à guerra iniciada em 28 de fevereiro, continuam e marcam o desenrolar do conflito.
Em uma tentativa de pressionar economicamente Teerã, Trump anunciou no último domingo um bloqueio ao tráfego marítimo que entra e sai dos portos iranianos, com o objetivo de reabrir o estreito, uma via vital por onde circula 20% do petróleo mundial. EFE





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