Bruxelas (EFE).- O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, pediu nesta quinta-feira a Estados Unidos e Israel para » porem fim a esta guerra (no Oriente Médio) que corre o risco de sair do controle», ao chegar à cúpula de líderes da União Europeia em Bruxelas.
«Em primeiro lugar, a EUA e Israel: é hora de porem fim a esta guerra, que corre o risco de sair do controle, causando imenso sofrimento à população civil e com repercussões verdadeiramente dramáticas para a economia global, que podem ter consequências trágicas, especialmente para os países menos desenvolvidos», advertiu o secretário-geral da ONU ao lado do presidente do Conselho Europeu, António Costa.
Guterres também enviou uma mensagem ao Irã, apelando ao país para «parar de atacar seus vizinhos», e lembrou que o Conselho de Segurança da ONU já condenou esses ataques e «ordenou a abertura do estreito de Ormuz».
“O prolongado fechamento do estreito de Ormuz causa enorme sofrimento a tantas pessoas ao redor do mundo que nada têm a ver com este conflito”, destacou Guterres, além de acrescentar que “é hora de o Estado de Direito prevalecer sobre a lei da força”.
Além disso, tanto Guterres quanto Costa enfatizaram a importância de manter uma ordem internacional “baseada em regras” e “na qual haja justiça”.
O secretário-geral da ONU afirmou que espera que a UE desempenhe “um papel absolutamente central nos esforços para criar uma ordem internacional baseada no Estado de Direito, na qual haja mais justiça, mais ação climática, e tenhamos maior controle sobre a evolução das tecnologias e na qual o direito internacional prevaleça”.
Costa refletiu sobre “os tempos turbulentos que estamos vivendo” e advertiu que “é crucial defender a ordem internacional baseada em regras, apoiar o multilateralismo e respaldar a ação das Nações Unidas”.
«Muitos atores internacionais estão questionando a ordem internacional», disse o presidente do Conselho Europeu, mas «a alternativa é o caos», afirmou, ao citar as guerras do Irã, da Ucrânia e na Faixa de Gaza como exemplos.
Os líderes da UE iniciaram nesta quinta-feira uma cúpula focada em discutir a resposta ao conflito crescente no Oriente Médio, assim como a ajuda à Ucrânia, ameaçada pelo veto da Hungria, e a melhoria da competitividade europeia, agora ameaçada pelo impacto do aumento dos custos de energia. EFE






