EUA dizem não ter recebido pedido de assistência do Brasil sobre Bolsonaro

Washington (EFE).- Os Estados Unidos ainda não receberam um pedido de assistência das autoridades brasileiras nas investigações sobre os ataques de domingo, em Brasília, e envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está atualmente na Flórida (EUA).

“Estamos aguardando quaisquer pedidos de assistência de nossos parceiros brasileiros, das autoridades brasileiras, seja por canais diplomáticos, seja por canais de segurança, e é claro que responderemos a esses pedidos conforme apropriado”, disse o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price, em entrevista coletiva.

O porta-voz lembrou que os EUA e o Brasil são “parceiros próximos, trabalhando juntos no dia a dia em uma variedade de questões, e às vezes questões de segurança”.

Ele declarou que os dois países têm procedimentos de cooperação bem estabelecidos, por exemplo, quando há um pedido de informações, mas insistiu que o Brasil não fez nenhuma solicitação desse tipo.

Sem querer entrar em casos de vistos individuais, que ele lembrou serem informações confidenciais, Price explicou, em resposta a perguntas de jornalistas sobre Bolsonaro, que se alguém entra nos EUA com um visto A, que é concedido a diplomatas ou chefes de Estado, cabe ao beneficiário desse documento deixar seu território ou solicitar uma mudança de status dentro de 30 dias.

No domingo, logo após a invasão das sedes dos três poderes, o governo americano e o próprio presidente Joe Biden condenaram a violência e apoiaram as instituições democráticas do Brasil.

Bolsonaro deixou o Brasil em 30 de dezembro, dois dias antes da posse de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente, e viajou para a Flórida sem planos oficiais de voltar.

Uma fonte próxima do ex-presidente disse à Agência EFE nesta segunda-feira que Bolsonaro está internado em um hospital da região de Orlando por causa de dores abdominais.

A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro disse em redes sociais que seu marido está “sob observação” no hospital por “desconforto abdominal”.

Antes da internação, Bolsonaro repudiou os ataques ao Palácio do Planalto e às sedes do Congresso e do Supremo Tribunal Federal. Ele também criticou Lula por tê-lo acusado de “estimular” seus apoiadores a realizar as invasões e depredações dos prédios dos três poderes. EFE