Blinken trabalhará por investimentos americanos no Chile

Eduard Ribas i Admetlla.

Santiago (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, após se reunir com o presidente do Chile, Gabriel Boric, se comprometeu nesta quarta-feira a trabalhar pelo aumento dos investimentos americanos no país sul-americano.

No Twitter, o chefe de Estado classificou de “muito boa conversa” o encontro que teve com o líder da diplomacia dos EUA que aconteceu no Palácio La Moneda, sede presidencial chilena.

Segundo Boric, houve sintonia em assuntos de meio ambiente, comércio e também sobre a situação da Venezuela.

Em entrevista coletiva, com a ministra das Relações Exteriores do Chile, Antonia Urrejola, Blinken afirmou que o governo está “avaliando maneiras de aumentar os investimentos americanos” no país sul-americano.

Especialmente, o foco estaria no campo da economia verde, posto que Chile demonstrou “liderança” no combate da crise climática.

Blinken destaca oportunidades de investimento no Chile

Ao ser questionado sobre como o processo constituinte do Chile -em que a proposta de Carta Magna foi rejeitada em referendo – poderia afetar os investimentos no país, Blinken afirmou que não cabe a ele comentar sobre a política do país.

Segundo o secretário de Estado, o assunto se refere apenas ao povo do Chile, mas reforçou que, no país, há “enormes oportunidades para os negócios e os investimentos”.

“A relação já é forte em matéria de comércio e investimentos, mas estamos convencidos de que pode aumentar e se fortalecer ainda mais”, disse Blinken.

A ministra chilena, por sua vez, garantiu que o governo está “trabalhando muito fortemente” para conseguir investimentos de vários países, e citou como exemplos as viagens de Boric ao Canadá e aos Estados Unidos, assim como as negociações para renovar o acordo comercial com a União Europeia.

Urrejola garantiu que vários países demonstraram interesse em “investir em energia renovável” no Chile e melhorar as cadeias de produção.

Blinken e Boric discutem a situação na Venezuela

Apesar das diferenças ideológicas com Boric, ex-líder estudantil que se tornou o presidente mais jovem da história do Chile, Washington enxerga com bons olhos o compromisso dele com o meio ambiente e o com os direitos humanos.

Concretamente, há satisfação com as críticas que o chefe de Estado fez às violações aos direitos humanos cometidas pelos governos de Nicolás Maduro, na Venezuela, e Daniel Ortega, na Nicarágua.

Boric e Blinken abordaram a questão venezuelana durante a reunião, em que concordaram que é preciso retomar o diálogo entre governo e oposição, que foi interrompido no ano passado, no México.

“É o que queremos como país, e estamos na mesma sintonia que os Estados Unidos e outros países da região e países europeus. Que sejam retomadas as conversas para que, em 2024, na Venezuela possam acontecer eleições livres e democráticas”, afirmou Urrejola. EFE