EUA defendem em Davos lei de redução de inflação que causa atrito com UE

Davos (EFE).- O secretário do Trabalho dos Estados Unidos, Martin Walsh, disse nesta terça-feira, após chegar ao Fórum Econômico de Davos, que a polêmica aprovação da Lei de Redução da Inflação em seu país é uma medida que criará indústria e “boas oportunidades para empregos bem remunerados”.

“Acho que a Lei de Redução da Inflação procura não apenas criar indústria para que possamos ser líderes no palco global quando se trata de mudança climática, mas também criar boas oportunidades para empregos bem remunerados. Não acho que seja só para os EUA, mas pode ser uma boa oportunidade para todos”, disse Walsh.

Desde agosto do ano passado, as relações entre a União Europeia e os EUA foram marcadas pela aprovação dessa lei, que oferece importantes incentivos financeiros para facilitar a transição verde.

Especificamente, a lei prevê US$ 400 bilhões em subsídios, focados principalmente no fomento da indústria de energia verde no país e na redução das emissões de gases poluentes, o que, na opinião da UE, representa concorrência desleal e discriminação em relação às empresas europeias.

“Acho que estamos aprendendo uns com os outros sobre como lidar com o que está acontecendo neste momento. Acho que isso é algo que torna cada país único em sua economia e na forma como ele responde”, disse Walsh.

“Acho que só precisamos continuar o diálogo. E sei que a secretária do Tesouro (Janet) Yellen está conversando com suas contrapartes e o presidente (Joe Biden) está conversando com suas contrapartes”, acrescentou. EFE