Tottenham condena racismo contra Richarlison em amistoso da seleção

Redação Central (EFE).- O Tottenham, clube inglês em que atua o atacante Richarlison, condenou nesta quarta-feira, através das redes sociais, o ataque racista sofrido pelo jogador durante amistoso da seleção brasileira contra a Tunísia, realizado ontem em Paris, na França.

“Estamos enojados com o ataque racista sofrido por Richarlison no jogo de ontem à noite entre Brasil e Tunísia. Isto não cabe no futebol, nem em nenhum lugar. Estamos com você, Richy”, diz mensagem postada no perfil oficial dos ‘Spurs’ no Twitter.

Ontem, na partida que o Brasil venceu por 5 a 1, após gol anotado por Richarlison, o segundo da seleção, uma banana foi atirada da arquibancada para perto do atacante.

O atacante Richarlison (c) durante o amistoso contra a Tunísia, nesta terça-feira (27), em Paris. EFE/Mohammed Badra

A resposta da CBF ao ataque racista contra Richarlison

Pouco depois do apito final, a Confederação Brasileira de Futebol, também através das redes sociais, se manifestou, inclusive com uma foto da fruta, usada por racistas para associar pessoas pretas ao animal macaco.

“A CBF reforça seu posicionamento contra a discriminação e repudia veementemente mais um episódio de racismo no futebol. Seja dentro ou fora de campo, atitudes como essa não podem ser toleradas”, indicou a entidade.

Richarlison é 2° brasileiro a sofrer racismo na Europa este mês

O episódio de Richarlison foi o segundo semelhante envolvendo um jogador da seleção brasileira na Europa, depois do meia-atacante Vinicius Júnior ter sido chamado de macaco antes de clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid, pelo Campeonato Espanhol.

Na ocasião, o próprio Richarlison chegou a se manifestar em defesa do ex-jogador do Flamengo, um dia antes da partida realizada no estádio Civitas Metropolitano.

“É uma situação triste. Espero que Vini marque amanhã e se divirta em campo”, disse Richarlison. EFE

O meia-atacante Vinicius Júnior durante o amistoso contra a Tunísia, nesta terça-feira (27), em Paris. EFE/Mohammed Badra