São Paulo (EFE).- Organizações internacionais e da sociedade civil enfatizaram nesta terça-feira, durante o 2º Fórum Latino-Americano de Economia Verde, organizado pela Agência EFE em São Paulo, a importância de encontrar soluções simples e inovadoras para garantir o acesso à água potável em regiões remotas da Amazônia.
A diretora executiva da ONG WATERisLIFE, Cote Terre, apresentou ao vivo um microfiltro que captura bactérias e todos os tipos de poluentes e que, em instantes, transformou a água marrom de uma garrafa em um líquido translúcido sem gosto ruim.
“Essa água é totalmente segura para consumo humano”, assegurou Terre ao público após beber um copo do líquido filtrado.
Soluções como essa são muito eficazes em pequenas comunidades amazônicas que atualmente são afetadas pela rápida redução do fluxo do rio Amazonas, cujo nível pode atingir o ponto mais baixo de todos os tempos em breve, em meio a uma seca severa.
Virgina Sodré, conselheira da Green Building Council Brasil, uma ONG que ajuda as empresas a adaptar sua gestão de água, advertiu que o setor privado também precisa “abrir os olhos” e “repensar” como a água é usada nos edifícios.
A reciclagem de águas residuais e a redução da drenagem são duas opções que Sodré tem discutido com empresas brasileiras. Além disso, ela apresentou um certificado de eficiência energética e uma ferramenta de cálculo do impacto da água, dois instrumentos com os quais a organização pretende conscientizar o setor privado sobre a questão.
Essas iniciativas são essenciais, considerando que 2,4 bilhões de pessoas vivem em países com “estresse hídrico”, como alertou o subdiretor-geral e representante regional da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para a América Latina, Mario Lubetkin.
Lubetkin, que falou em discurso gravado, ressaltou a necessidade de implementar uma “gestão eficiente”, com investimento em tecnologias inovadoras.
O evento é patrocinado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e pela Norte Energia, operadora de Belo Monte, a quinta maior usina hidrelétrica do mundo, com o apoio da Vivo e da Câmara Espanhola de Comércio no Brasil. EFE