Londres (EFE).- O ministro da Defesa do Reino Unido, John Healey, pediu nesta segunda-feira aos países do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia (UDCG) que empreendam uma “campanha de 50 dias” para reforçar o fornecimento de armas a Kiev e pressionar o presidente da Rússia, Vladímir Putin, para que aceite um acordo de paz.
“Como membros do Grupo de Contato para a Defesa da Ucrânia, devemos redobrar esforços com uma campanha de 50 dias para armar a Ucrânia no campo de batalha e levar Putin à mesa de negociações”, afirmou Healey na abertura da 29ª reunião desta coalizão, integrada por cerca de 50 países que apoiam Kiev militarmente.
O ministro, que preside a reunião virtual com seu homólogo da Alemanha, Boris Pistorius, expressou o apoio de Londres ao plano anunciado na semana passada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para transferir grandes quantidades de armas da Otan para a Ucrânia e distribuí-las rapidamente no terreno.
“O governo do Reino Unido apoia esta política e desempenhará plenamente seu papel para garantir seu sucesso, reforçando a luta imediata da Ucrânia e apoiando nossa segurança e a da Europa em geral”, ressaltou Healey ao inaugurar a sessão, que continuará depois a portas fechadas.
No âmbito do encontro, o Reino Unido e a Alemanha anunciaram um novo acordo para colaborar no fornecimento de munição crítica para a defesa aérea da Ucrânia.
Berlim contribuirá com mais de 170 milhões de euros, que Londres utilizará para adquirir rapidamente munição através do Fundo Internacional para a Ucrânia, liderado pelo Reino Unido, com o objetivo de entregá-la nos próximos meses.
Segundo dados do Ministério da Defesa britânico, o país enviou à Ucrânia o equivalente a cerca de 173 milhões de euros em sistemas de defesa aérea e artilharia nos últimos dois meses e prevê destinar este ano 810 milhões para esse tipo de material, incluindo drones e contratos de manutenção para reparar equipamentos danificados.
A ajuda militar britânica à Ucrânia no presente exercício fiscal chegará ao equivalente a 5,2 bilhões de euros, a maior até a data, destacou o ministro. EFE