Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a reivindicar nesta quarta-feira que merece o Prêmio Nobel da Paz por ter colocado fim, segundo afirmou, a sete guerras, embora tenha se mostrado cético sobre a possibilidade de recebê-lo e alegado que o comitê pode buscar um pretexto para não concedê-lo.
“Não creio que ninguém na história tenha resolvido tantas (guerras), mas talvez encontrem uma desculpa para não me darem”, disse Trump ao ser perguntado se espera obter o prêmio, cujo vencedor será anunciado nesta sexta-feira.
Ele declarou que, durante os meses em que está em seu segundo mandato presidencial, resolveu sete conflitos, e que a guerra em Gaza pode ser o oitavo graças ao seu plano de paz. Ele destacou, ainda, que confia em resolver a guerra na Ucrânia.
“Resolvemos sete guerras. Estamos perto de resolver uma oitava, e creio que terminaremos resolvendo a situação com a Rússia”, declarou Trump, lembrando que “muitos países” o nomearam para o Nobel.
Os sete conflitos internacionais citados poir Trump são: Camboja-Tailândia, Kosovo-Sérvia, República Democrática do Congo-Ruanda, Paquistão-Índia, Israel-Irã, Egito-Etiópia e Armênia-Azerbaijão.
No entanto, alguns analistas políticos alegam que ele não promoveu nenhum tratado formal de paz e que, em vários desses conflitos, só foram acertadas tréguas frágeis.
Autoridades de países como Israel, Paquistão, Camboja, Armênia e Azerbaijão nomearam Trump candidato ao Nobel ou expressaram apoio a que ele receba o prêmio.
Trump nunca escondeu seu anseio de receber o Nobel da Paz, especialmente desde que o ex-presidente Barack Obama foi o vencedor em 2009. EFE