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Após reunião com Netanyahu, Rubio diz que governo americano está otimista com cessar-fogo

Jerusalém (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou ao término de seu encontro com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que o governo americano está otimista em relação ao acordo de cessar-fogo em Gaza, embora tenha frisado que ainda existem “obstáculos importantes”.

“Nos sentimos seguros e positivos com o progresso que foi feito, mas também temos clareza sobre os desafios”, disse Rubio, que apontou o desenvolvimento do acordo como uma das principais prioridades do presidente dos EUA, Donald Trump.

Rubio classificou o progresso do acordo na última semana como “incrível”, embora “haja mais trabalho a ser feito e faltem êxitos a serem alcançados”.

Netanyahu, por sua vez, deu as boas-vindas ao secretário de Estado, destacando as visitas prévias do vice-presidente dos EUA, JD Vance; do enviado da Casa Branca ao Oriente Médio, Steve Witkoff; e do genro de Trump, Jared Kushner, nos últimos dias.

“Enfrentamos dias de destino. Queremos avançar na paz. Continuamos tendo desafios de segurança, mas acredito que podemos trabalhar juntos para enfrentar os desafios e alcançar as oportunidades”, disse Netanyahu.

Assim como Vance, Witkoff e Kushner fizeram, Rubio representa o governo americano na avaliação da implementação do cessar-fogo.

O governo do Hamas em Gaza denuncia dezenas de violações por parte de Israel do acordo, com vários ataques contra habitantes de Gaza que cruzaram a área onde as tropas israelenses ainda estão posicionadas, nos quais mais de 40 pessoas morreram.

Além disso, após um confronto entre as tropas israelenses e supostos combatentes do grupo extremista palestino no sul de Gaza no domingo, pelo qual Hamas e Israel se culpam mutuamente, o governo de Netanyahu decidiu bombardear Gaza durante aquele dia, o que causou a morte de 45 pessoas, segundo o Ministério da Saúde do enclave.

O Hamas, por sua vez, ainda tem que devolver os corpos de 13 reféns que continuam no enclave para que o acordo possa continuar avançando. EFE