Kiev (EFE).- A Rússia atacou uma dezena de regiões ucranianas na noite passada com 653 drones e mais de 50 mísseis, em um novo bombardeio maciço que matou pelo menos duas pessoas e teve como um de seus principais alvos o sistema energético do país, segundo informou o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, em sua conta na rede social X.
As regiões atacadas são Vinnytsia e Tcherkassi (centro-oeste), Poltava e Dnipro (centro-leste), Ivano-Frankivsk e Lviv (oeste), Sumy (nordeste), Kiev (norte) e Mykolaiv (sul), de acordo com Zelensky.
As autoridades regionais e locais informaram sobre cortes de luz, eletricidade e aquecimento em algumas áreas dessas regiões.
Por sua vez, a empresa privada ucraniana DTEK denunciou danos substanciais em algumas de suas centrais térmicas. A empresa opera atualmente cinco centrais térmicas na Ucrânia.
Segundo o comunicado da Força Aérea ucraniana, dos 52 mísseis lançados, 31 foram abatidos pelas defesas aéreas e outros três foram desviados com interferências eletrônicas.
Dos 653 drones lançados pela Rússia, cerca de 400 eram veículos aéreos não tripulados de ataque do tipo Shahed, de fabricação iraniana.
As defesas ucranianas neutralizaram 592 dos drones de ataque lançados pela Rússia.
Do total de mísseis, quatro eram mísseis hipersônicos Kinzhal e cinco mísseis balísticos Iskander-M ou seu equivalente norte-coreano KN-23. Nenhum deles foi abatido.
Zelensky classificou o ataque russo como terrorismo e pediu mais uma vez à comunidade internacional, especialmente aos Estados Unidos, Europa e o restante dos integrantes do G7, que respondam com “sanções e pressão real” sobre a Rússia.
A primeira-ministra ucraniana, Yulia Sviridenko, também solicitou aos parceiros de Kiev que forneçam à Ucrânia mais sistemas de defesa aérea para que o país possa proteger suas infraestruturas dos mísseis e drones russos. EFE