Paris (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, propôs ao seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, a realização de uma cúpula do G7 em Paris na próxima quinta-feira, para a qual poderia convidar a Rússia – quando a guerra na Ucrânia está prestes a completar quatro anos -, além de ucranianos e dinamarqueses, segundo confirmaram nesta terça-feira fontes do Palácio do Eliseu.
“Essa mensagem privada é totalmente real”, disseram à Agência EFE fontes do entorno de Macron, confirmando o conteúdo revelado por Trump em sua rede social própria, a Truth Social.
Na mensagem, o presidente francês convida o líder americano a fazer uma escala em Paris após sua participação no Fórum de Davos para abordar os impasses sobre a Ucrânia, a Groenlândia e a Síria.
Segundo as fontes do Eliseu, a iniciativa “demonstra que o presidente francês defende a mesma linha tanto em público quanto em privado” e ressalta que a França está decidida a fazer de sua presidência do G7 “um momento útil para contribuir com o diálogo e a cooperação”.
“Na Groenlândia, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados não é negociável, e nosso compromisso como aliados da Otan com a segurança na região ártica permanece intacto”, frisaram as fontes.
Acrescentaram ainda que, na Síria, a França colabora com os Estados Unidos “em prol da unidade e da integridade territorial” do país e “do respeito ao cessar-fogo”, sem deixar de ser “fiel” aos seus aliados na luta contra o grupo terrorista Estado Islâmico.
As fontes lembraram também que, em relação ao Irã, Paris exige que as autoridades respeitem as liberdades fundamentais e apoia aqueles que as defendem.
“Meu amigo, estamos completamente de acordo na questão da Síria. Podemos fazer grandes coisas no Irã. Não entendo o que você está fazendo na Groenlândia”, escreveu Macron na mensagem a Trump, que o presidente americano divulgou em sua rede social.
Por isso, Macron sugeriu: “Posso organizar uma reunião do G7 em Paris na tarde de quinta-feira, depois de Davos”, onde Trump estará a partir de quarta-feira.
“Jantemos juntos em Paris na quinta-feira antes que você retorne aos Estados Unidos”, continuou.
“Posso convidar os ucranianos, dinamarqueses, sírios e russos à margem da reunião”, completou o presidente francês em sua oferta, assinando a mensagem com seu primeiro nome, Emmanuel. EFE