Madri (EFE).- A Espanha foi o sexto país europeu com mais turistas para o Brasil, com um total de 160,4 mil pessoas em 2025, o que a situou na 14ª posição global e, por isso, as entidades brasileiras presentes na Feira Internacional de Turismo (Fitur) de Madri buscam formas de aumentar esse fluxo.
Embora esses números tenham crescido 92% nos últimos três anos — 83,7 mil espanhóis visitaram o Brasil em 2022 —, para o presidente da Embratur, Marcelo Freixo, ainda “há um potencial muito grande”.
Em sua avaliação, a melhoria da conectividade aérea é fundamental para esse objetivo. Dessa forma, trabalham com companhias aéreas, como a Iberia, para que haja voos diretos para os principais pontos do país, como Rio de Janeiro e São Paulo, mas também para a região Nordeste, em cidades como Recife e Fortaleza.
Quanto aos gastos dos espanhóis quando visitam o país, segundo dados da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), estima-se uma média aproximada de 2 mil euros. Já o volume de brasileiros que visitam a Espanha subiu 70,7% em 2025 — em relação a 2022 —, chegando a 593 mil viajantes, que gastam em média cerca de US$ 1.340.
Freixo explicou à Agência EFE que a oferta turística é muito diversificada, com múltiplas opções de praia, de natureza com a Amazônia e Pantanal, de cultura, gastronomia e arquitetura urbana: “Há um Brasil para todo o mundo”.
“O Brasil vive um momento muito precioso, muito rico. O país tem o maior crescimento de todos quanto ao turismo internacional, com 37 pontos percentuais — em relação ao exercício anterior —, acima de países como Japão (21%), Egito (20%) e Marrocos (19%)”, acrescentou o presidente da Embratur.
Entre as razões para o bom andamento do turismo no país, argumentou que, além da diversidade, estão a boa imagem do Brasil em todo o mundo, juntamente com um trabalho interno para disponibilizar uma oferta adequada para cada mercado mediante o uso de inteligência de dados.
“Toda a promoção do Brasil é adaptada; sabemos o que promovemos na Alemanha, o que deveríamos promover em Espanha, China, Estados Unidos ou Chile. Também sabemos quais são seus custos e a época em que os turistas compram suas passagens para uma viagem, ou seja, a época ideal para a promoção de um destino”, enumerou durante a entrevista.
Em nível global, o Brasil recebeu em 2025 mais de 9 milhões de turistas estrangeiros, sendo Argentina (3,4 milhões de pessoas), Chile (801.921), Estados Unidos (759.637), Paraguai (582.554) e Uruguai (524.729) os principais mercados.
Em relação aos gastos, os argentinos deixaram no país US$ 1,7 bilhão, seguidos pelos americanos com US$ 1 bilhão. Embora não figurem entre os dez países que mais viajam ao Brasil, os chineses gastaram US$ 538 milhões ao longo do ano passado.
Por fim, Freixo quis aproveitar sua presença na Fitur para destacar que, diante do “sonho de modelo americano de vida, de consumo”, existe uma alternativa de sustentabilidade, “um turismo muito marcado pela experiência, por conhecer como se vive em outro lugar, e o Brasil tem uma riqueza muito grande em suas comunidades tradicionais”. EFE