Jerusalém (EFE).- O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, comemorou nesta segunda-feira, diante do plenário da Knesset (parlamento), que “não há mais reféns na Faixa de Gaza”, após a descoberta dos restos mortais o policial Ron Gvili, o último refém no enclave palestino.
“Meus amigos, colegas membros da Knesset, há pouco recuperamos Ron Gvili, um herói de Israel. Não há mais reféns em Gaza”, disse ele durante uma sessão especial em homenagem ao primeiro-ministro albanês, Edi Rama.
Netanyahu continuou parabenizando os comandantes e soldados das Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês) e do Shin Bet (serviço de inteligência interna) pela “execução perfeita desta missão sagrada”.
Além disso, expressou gratidão ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao enviado americano Steve Witkoff e a Jared Kushner, genro de Trump, “por seu grande apoio”.
O primeiro-ministro também se referiu ao broche com o laço amarelo que simboliza os pedidos de libertação dos reféns em Gaza.
“Todos nós usamos o emblema e, agora que a missão foi concluída, é hora de retirá-lo. Porque os filhos voltaram para suas fronteiras e as filhas também. Concluímos esta missão, como prometi, e também concluiremos as outras tarefas que nos propusemos”, acrescentou.
O corpo foi localizado nesta segunda-feira em um cemitério muçulmano localizado em uma área da Cidade de Gaza (norte) controlada pelas IDF, onde suas forças estavam há dois dias procurando com maquinaria pesada.
Com essa recuperação, foi concluída a libertação dos 20 reféns que permaneciam vivos na Faixa (o que ocorreu nos primeiros dias do cessar-fogo que começou em 10 de outubro) e a entrega dos restos mortais dos 28 mortos, estipulada na primeira fase do acordo de cessar-fogo.
O gabinete de Netanyahu anunciou na madrugada desta segunda-feira que a passagem de Rafah entre Gaza e o Egito será reaberta apenas para a passagem de pessoas, uma vez concluída a busca pelo corpo do último refém ainda em Gaza. EFE