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Putin promete reforçar capacidade tecnológica militar às vésperas de 4 anos da guerra

Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, prometeu nesta segunda-feira acelerar o desenvolvimento tecnológico militar em um pronunciamento na televisão durante o Dia do Defensor da Pátria e véspera do quarto aniversário do início da guerra na Ucrânia.

“Aceleraremos o desenvolvimento dos sistemas avançados para nossas forças armadas. Estou certo do mais importante: esta tecnologia sempre estará em boas mãos”, afirmou Putin na televisão estatal.

À espera de uma nova rodada de negociações para a paz na Ucrânia, que deve ocorrer novamente na cidade suíça de Genebra, Putin lembrou que a experiência na guerra também contribui para fortalecer o exército.

“Continuaremos realizando esforços em grande escala para fortalecer o exército e a marinha, levando em conta a evolução da situação internacional, aproveitando a experiência de combate adquirida durante a operação militar especial e nos apoiando nas poderosas forças de nossa indústria, ciência e alta tecnologia”, explicou.

O mandatário russo fez menção à tríade nuclear russa, cujo desenvolvimento “continua sendo uma prioridade absoluta”, servindo tradicionalmente ao país como uma garantia de segurança e permitindo-lhe “assegurar a dissuasão estratégica e o equilíbrio de poder no mundo”.

No entanto, foi o potencial de “todos os demais ramos e serviços das forças armadas” que ele prometeu “aumentar significativamente”.

“Melhorando sua preparação para o combate, sua mobilidade e sua capacidade para operar em qualquer condição”, acrescentou.

Em meio a uma notável piora econômica em nível nacional que tem gerado alerta na sociedade russa, Putin celebrou neste feriado, considerado popularmente como o ‘dia do homem’, a multinacionalidade do país e como “representantes de todos os povos” da Rússia “defendem heroicamente” os interesses da nação.

“Uma profunda reverência a todos os que lutam pela pátria. Memória eterna aos heróis que morreram pelo nosso povo”, declarou o presidente russo. EFE