EFE/SAMUEL CORUM/POOL

Trump opina que “pior cenário” para o Irã seria ter um líder “tão ruim como o anterior”

Washington (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira que o “pior cenário” para o Irã seria que seu próximo governo fosse “tão ruim” quanto o do líder supremo iraniano Ali Khamenei, aiatolá morto nos ataques iniciais da guerra lançada por Washington em conjunto com Israel.

“Acho que o pior cenário seria fazermos isso e depois chegar alguém tão ruim quanto a pessoa anterior, certo? Isso poderia acontecer. Não queremos que isso aconteça”, disse ele à imprensa durante uma reunião no Salão Oval da Casa Branca com o chanceler alemão, Friedrich Merz.

Ao anunciar a operação contra o Irã no sábado passado, Trump incentivou o povo iraniano a “aproveitar a oportunidade” e assumir o controle do país, embora depois o chefe do Pentágono tenha dito na segunda-feira que o objetivo da guerra não era “uma mudança de regime”, mas esclareceu que “o regime mudou” como resultado da ofensiva.

“Acho que alguém de dentro poderia ser mais apropriado, se é que existe tal pessoa, mas temos pessoas assim. Temos pessoas… mais moderadas”, sugeriu Trump nesta terça-feira, na primeira rodada de perguntas com repórteres desde o início da operação.

Ele também citou como exemplo a Venezuela, onde disse que, após a captura do presidente Nicolás Maduro, “deixaram o governo intacto”.

“Temos toda a cadeia de comando, e a relação tem sido excelente”, disse Trump sobre sua colaboração com a ex-vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, responsável pelo governo interino em Caracas.

A operação militar lançada pelos EUA em cooperação com Israel contra o Irã entrou nesta terça-feira no seu quarto dia, com centenas de mortos no país islâmico e pelo menos seis militares americanos mortos.

Teerã respondeu aos bombardeios com ataques aéreos contra Israel e países da região que têm bases militares americanas, como Kuwait, Bahrein, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes.

Trump prometeu que a ofensiva contra o Irã continuará por várias semanas até destruir todo o seu programa de mísseis, sua Marinha e suas capacidades nucleares, e advertiu que os EUA ainda não lançaram a “grande onda” de ataques, que pode chegar “muito em breve”. EFE