Ataques com drones deixam 3 mortos em Kiev, diz Ucrânia

Lviv (EFE).- Ataques realizados nesta segunda-feira pelas forças da Rússia com drones kamikaze contra o centro de Kiev, na Ucrânia, provocaram a morte de três pessoas e deixaram outras três feridas, indicou a presidência ucraniana. 

“Até agora, o número de pessoas mortas como resultado de um ataque com drones kamikaze contra um prédio residencial aumentou para três”, escreveu no Telegram o vice-chefe de gabinete da presidência da Ucrânia, Kyrylo Timoshenko.

De acordo com a autoridade local, 19 pessoas foram resgatadas do edifício localizado no bairro de Shevchenkivskyi, na região central da capital da Ucrânia.

“As operações de busca e resgate seguem acontecendo”, explicou o porta-voz do prefeito de Kiev, Vitali Klitschko.

Klitschko informou que um total de 28 drones voaram pela manhã sobre Kiev, e que, graças as forças armadas ucranianas e a defesa antiaérea, “a maioria dos terroristas voadores foram derrubados”.

Rússia continua usando drones iranianos contra a Ucrânia

Uma fotografia divulgada pelo prefeito da capital mostra os destroços de um dos aparatos, em que é possível ler a inscrição “Gueran 2”, que é o nome russo para o drone não tripulado iraniano Shahed-136.

O assessor do Ministério do Interior da Ucrânia, Anton Gerashchenko, gravou um vídeo em que segura nas mãos uma peça de um drone que foi derrubado pelas forças do país.

Mais cedo, o assessor do gabinete da presidência da Ucrânia Mykhailo Podolyak fez um apelo no Twitter pela exclusão da Rússia do G20, após o segundo ataque contra Kiev em uma semana.

“Quem dá ordem para atacar infraestruturas críticas para aterrorizar civis e organizar uma mobilização total para cobrir de cadáveres o front, não pode se sentar na mesma mesa com os líderes do G20”, afirmou.

Na semana passada, especialmente, na segunda e terça-feira, as tropas russas atacaram em massa várias regiões da Ucrânia.

 Nos bombardeios, a Rússia utilizou vários tipos de mísseis e drones kamikaze, inclusive contra o distrito de Shevchenkivskyi, em Kiev, onde seis pessoas morreram. EFE