Emir diz que Qatar sofre oposição “sem precedentes” por sediar Copa

Cairo (EFE).- O emir do Qatar, Tamim bin Hamad al-Thani, garantiu nesta terça-feira, que desde a escolha da nação como sede da Copa do Mundo deste ano, foi vista “uma campanha sem precedentes, que nenhum país anfitrião jamais enfrentou”.

O chefe de Estado fez a afirmação durante discurso na abertura da sessão anual do Conselho da Shura, responsável por discutir a elaboração de leis e políticas governamentais nacionais.

“Desde quando tivemos a honra de receber o Mundial, o Qatar foi submetido a uma campanha sem precedente, que nenhum país anfitrião jamais enfrentou. Inicialmente, tratamos o assunto com boa fé e, inclusive, consideramos algumas críticas como positivas e úteis para nos ajudar a desenvolver”, afirmou Al-Thani.

“Mas, logo nos ficou claro que a campanha tende a continuar e se expandir, para incluir invenções e julgamentos que foram tão ferozes que, lamentavelmente, levaram muitas pessoas a questionar as verdadeiras razões e motivos por trás dessa campanha”, completou.

Na semana passada, no marco de um mês para o início da Copa, inúmeras organizações internacionais reforçaram as críticas histórico do Qatar de abusos trabalhistas durante a construção de estádios, assim como a repressão aos direitos da população LGBTI.

O país se defendeu das acusações feitas, por exemplo, por ONGs como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch, garantindo que muitas delas são “categoricamente falsas”.

“Ser sede do Mundial traz vários elementos que formam os componentes da credibilidade e capacidade de influenciar positivamente, e isso se manifesta ao aceitar o desafio e integrá-lo nos nossos projetos e planos de desenvolvimento nacional, assim como no nível de capacidades econômicas, de segurança e administrativa, e o nível de abertura civilizada e cultural”, disse o emir, em discurso.

Al-Thani destacou que receber a Copa do Mundo “é uma ocasião em que mostramos quem somos, não apenas m termos da solidez de nossa economia e instituições, mas também em termos de nossa identidade”.

No final da fala, o emir destacou que as pessoas no país seguem trabalhando, “cada um de seu posto, para elevar o nome da nação, que irão abrir os braços para acolher a todos, para que o mundo possa testemunhar a calorosa hospitalidade e generosidade dos qatarianos”. EFE