Gazprom ameaça cortar fornecimento de gás para Moldávia

Moscou (EFE).- A companhia russa Gazprom ameaçou nesta terça-feira a Moldávia com o corte do fornecimento de gás para o país e com a rescisão do contrato firmado entre as partes, se as dívidas existentes não forem pagas antes de 20 de outubro, após as críticas do governo moldavo pela redução de 30% do abastecimento.

“A Gazprom se reserva a todos os seus direitos, incluindo a interrupção total do fornecimento, caso sejam descumpridos os compromissos de pagamento de gás até 20 de outubro de 2022, assim como o direito de rescindir o contrato a qualquer momento”, divulgou a empresa estatal por meio do Telegram.

A companhia russa relacionou a declaração “às graves violações dos prazos da assinatura do acordo para liquidar a dívida histórica da Moldovagaz”, em referência ao operador do setor de gás da Moldávia.

“A partir de agora, qualquer solicitação da parte moldava que signifique mudanças nas condições dos contratos só serão processadas mediante aos correspondentes anexos ao contrato”, indicou a Gazprom.

A companhia russa acusou a Moldovagaz de “violar regularmente as condições do contrato para os prazos de pagamento do gás fornecido” em 2022, e indicou que a empresa moldava pediu diversas vezes “condições contratuais menos rigorosas, em termos do volume do abastecimento”.

“A Gazprom sempre foi compreensiva com as solicitações do lado moldavo, mostrando sua aspiração de manter uma cooperação a longo prazo e mutuamente benéfica, e regularmente atendeu a essas solicitações”, apontou a empresa.

Na semana passada, o governo da Moldávia denunciou que a Gazprom diminuiu em 30% o volume de gás fornecido ao país, cuja segurança energética depende por completo da Rússia.

A Gazprom respondeu, lembrando que o operador ucraniano responsável por transportar gás à Europa “se nega” a oferecer o serviço na plenitude, o que fez com que o volume para a Moldávia fosse de 5,7 milhões cúbicos de gás diários.

A reação moldava foi de a de afirmar que a Rússia tomou a decisão de diminuir o abastecimento para não aplicar a redução de preço que entrou em vigor em 1º de outubro. EFE