Kamala Harris visita fronteira militarizada entre as duas Coreias

Seul (EFE).- A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, visitou nesta quinta-feira a fronteira militarizada entre as duas Coreias, onde garantiu que o programa armamentista da Coreia do Norte representa uma “ameaça para a paz e a estabilidade”. 

Harris, a número 2 do governo americano esteve em Camp Bonifas, base do Comando da ONU liderado pelos EUA junto a linha divisória, e saudou as tropas do país e os respectivos familiares antes de se dirigir a um porto de patrulha, onde pode observar o território norte-coreano com binóculos.

Harris visitou também a Zona de Segurança Conjunta (JSA), único ponto onde é possível ver militares das duas Coreias e onde o líder norte-coreano, Kim Jong-un, se reuniu com os ex-presidentes sul-coreano Moon Jae-in e americano Donald Trump.

Durante a visita, a vice-presidente afirmou que “no Norte, vemos uma ditadura brutal, violações de direitos humanos generalizadas e um programa ilegal de armamento que ameaça a paz e a estabilidade”.

A vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, nesta quinta-feira. EFE/YONHAP/POOL SOUTH

Harris reforça aliança entre EUA e Coreia

Harris garantiu que a viagem à Coreia do Sul é “um testemunho da força de nossa aliança”, em referência a coalizão com o país asiático e garantiu que não pode “insistir o suficiente no que o compromisso dos Estados Unidos para com a defesa da República da Coreia (nome oficial do Sul) é férreo”.

Horas antes das declarações, a vice de Joe Biden havia reforçado, em uma reunião com o presidente sul-coreano, Yoon Suk-yeol, o compromisso de Washington de manter uma “dissuasão ampliada” no sul da península, o que consiste na mobilização de ativos militares estratégicos americanos em função das ações norte-coreanas.

Na fronteira, Harris garantiu que ela e Yoon “estão em sintonia” no que diz respeito às “ameaças da República Popular Democrática da Coreia (no oficial do Norte)”.

O vice-presidente condenou os lançamentos de mísseis balísticos de curto alcance norte-coreanos nos últimos dias, em aparente resposta à presença na península do porta-aviões americano Ronald Reagan, que está realizando exercícios conjuntos com as marinhas sul-coreana e japonesa.

A última vez que o mesmo porta-aviões esteve na península para realizar manobras conjuntas foi em setembro de 2017, em plena escalada de tensão após o último teste nuclear norte-coreano até aquela data. EFE