Maxwell Frost é 1º membro da Geração Z no congresso dos EUA

Miami (EFE).- O jovem candidato democrata Maxwell Frost, de 25 anos, tornou-se o primeiro membro da “Geração Z” a chegar ao Congresso em Washington, depois de derrotar seu oponente nas eleições de meio de mandato, o republicano Calvin Wimbish.

Frost disputava a vaga no 10º distrito da Flórida, que abriga a cidade de Orlando, no centro da Flórida, e foi desocupado por Val Demings para concorrer com o republicano Marco Rubio pela vaga no Senado, na qual foi reeleito na terça-feira.

De acordo com a projeção da emissora de TV americana “MSNBC”, Frost superou Wimbish com uma vantagem de 10 pontos percentuais, o que garante sua chegada ao Congresso.

Ele será o primeiro membro da geração Z, ou seja, os nascidos entre 1990 e o início de 2010, com um assento na Câmara dos Representantes em Washington.

Filho de mãe porto-riquenha e pai haitiano, e posteriormente adotado por um cubano que emigrou para os Estados Unidos, Maxwell Frost foi o organizador nacional da “Marcha por Nossas Vidas” para pedir mais controle na venda de armas de fogo.

A marcha foi realizada em Washington após o tiroteio na Parkland Marjory Stoneman Douglas High School, em 2018.

Durante a campanha eleitoral de meio de mandato, ele também foi contra a restrição ao aborto, que foi um dos argumentos de seu partido neste ciclo eleitoral.

Seu oponente, Calvin Wimbish, é um ex-Boina Verde de 72 anos que se autodenomina “cristão, conservador e constitucionalista”.

A vitória de Frost foi uma das poucas dos democratas na Flórida, onde os republicanos venceram categoricamente nas duas corridas mais importantes, como governador e uma das duas cadeiras que correspondem à Flórida no Senado, em Washington.

Ron DeSantis e Marco Rubio, ambos republicanos, alcançaram a meta de serem reeleitos governador e senador, respectivamente, como previam as pesquisas.

DeSantis obteve 59% dos votos em sua disputa com o democrata Charlie Crist (40%) e Rubio 58% a 41% para seu adversário, Val Demings, com 99% dos votos apurados. EFE