Putin diz que não há limites para financiar Exército russo

Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta quarta-feira que não há limitações de financiamento para as necessidades das tropas do país na guerra na Ucrânia.

“Não temos nenhuma limitação no financiamento, o país e o governo dão tudo o que o Exército pede, tudo”, disse o líder russo em uma reunião com funcionários do alto escalão do Ministério da Defesa.

De acordo com Putin, “não pode haver pequenos detalhes no campo de batalha”.

“É por isso que é necessário prestar atenção especial, e quero enfatizar isso, mesmo sabendo que o Ministério (da Defesa) cuida de tudo, dos kits médicos, alimentos de campo, uniformes, calçados, capacetes, coletes à prova de balas, tudo deve ser o mais moderno e da mais alta qualidade”, declarou.

Por sua vez, o ministro da Defesa, Sergey Shoigu, anunciou que o complexo industrial militar antecipou os suprimentos mais essenciais para o exército de 2024 e 2025 para 2023.

“Uma das mais importantes especificidades do cumprimento da ordem de defesa estatal de 2022 é garantir o fornecimento de armas e equipamentos às forças que participam da operação militar especial”, disse.

De acordo com Shoigu, o Ministério elaborou planos que são revisados a cada dez dias para otimizar o fornecimento de armas à frente.

“Sua implementação é monitorada por uma força-tarefa conjunta envolvendo o Ministério da Defesa, a Comissão Industrial Militar, o Ministério da Indústria e Comércio e as agências do Complexo Industrial de Defesa”, explicou.

Putin quer melhoras em aviação, mísseis e submarinos nucleares da Rússia

Putin, também pediu nesta quarta-feira uma melhora nas capacidades da tríade nuclear do país de aviação estratégica, mísseis intercontinentais e submarinos atômicos.

Durante a reunião com funcionários do Ministério da Defesa, Putin chamou a tríade de “a principal garantia” da soberania e integridade territorial da Rússia, do equilíbrio de poder no mundo e da paridade nuclear com os Estados Unidos.

Ele destacou que a porcentagem de armamento moderno nas forças nucleares estratégicas da Rússia “supera 91%”.

Em particular, ele anunciou a rápida entrada em serviço dos mísseis balísticos intercontinentais Sarmat, capazes, segundo Putin, de evitar qualquer escudo antimíssil existente no mundo.

Shoigu, por sua vez, enfatizou que a tríade nuclear permanece em um nível de prontidão de combate que permite a manutenção da “contenção estratégica”.

Desde o início da guerra na Ucrânia, Putin tem insistido que Moscou só usará armas nucleares no caso de um ataque inimigo que ameace a própria existência da Rússia.

A doutrina militar aprovada pelo chefe do Kremlin em junho de 2020 não prevê um ataque nuclear preventivo.

Putin não vai se reunir em Moscou com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), Rafael Grossi, que visitará a Rússia na quinta-feira.

Segundo o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (SIPRI), a Rússia tem atualmente 1.625 ogivas nucleares instaladas, às quais devem ser acrescentadas outras 2.870 armazenadas e 1.760 de natureza estratégica, o que representa um total de 6.255 cargas nucleares. EFE