Putin e Díaz-Canel inauguram estátua de Fidel Castro em Moscou

Moscou (EFE).- O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o de Cuba, Miguel Díaz-Canel, inauguraram nesta terça-feira um monumento em homenagem ao líder da Revolução Cubana, Fidel Castro.

“Fidel Castro dedicou toda a sua vida a uma luta incondicional pelo triunfo das ideias do bem, da paz e da justiça”, disse o chefe do Kremlin na cerimônia.

Putin acrescentou que Fidel “é considerado com razão um dos líderes mais brilhantes e carismáticos” do século XX.

“Uma pessoa verdadeiramente lendária”, completou.

A estátua de bronze de três metros de altura foi erguida na Praça Fidel Castro, localizada no bairro de Sokol, no noroeste da capital russa.

Os dois líderes prestaram homenagem a Fidel, diante de cujo monumento cada um deles colocou um grande buquê de rosas vermelhas, durante uma cerimônia em que foi tocada uma música fúnebre.

Mais tarde, durante o início de uma reunião com Díaz-Canel no Kremlin, Putin voltou a qualificar o líder da Revolução Cubana como uma pessoa “brilhante”.

Putin relembra relação com Castro

“Lembro-me detalhadamente dos nossos encontros”, afirmou o líder russo, que destacou a capacidade de Castro em dominar “as nuances dos acontecimentos que ocorriam bem longe de Cuba”.

A estátua, que fica em frente à fonte da praça, apresenta um Fidel Castro jovem, com seu tradicional paletó aberto, cartucheira, boina e botas de campanha.

No pedestal de pedra sobre o qual foi colocada a estátua, obra do escultor russo Alexei Chebanenko, pode-se ler a palavra “CUBA”.

A iniciativa de erguer uma estátua em homenagem ao líder cubano partiu da Sociedade Histórica Militar Russa, que destinou 20 milhões de rublos (cerca de R$ 1,8 milhão) para construir o monumento.

A praça recebeu o nome de Fidel Castro em 2017, um ano após a morte do líder revolucionário em 25 de novembro de 2016.

Não muito longe estão também as ruas dedicadas aos falecidos presidentes do Chile, Salvador Allende, e da Venezuela, Hugo Chávez.

A inauguração ocorreu três dias antes dos seis anos da morte do líder da Revolução Cubana, que visitou Moscou pela última vez em 1987, quando ainda existia a União Soviética.

Díaz-Canel, que começou o dia nesta terça-feira com um discurso perante a Duma, a Câmara dos Deputados da Rússia, também se reuniu hoje com Putin no Kremlin. EFE