Rei da Espanha apoia investimento em defesa contra ataque “ilegal” à Ucrânia

Madri (EFE).- O rei da Espanha, Felipe VI, defendeu nesta sexta-feira a importância de aumentar o orçamento militar para dotar as Forças Armadas de melhores recursos e enfrentar o desafio decorrente da “injustificável, ilegal e brutal” agressão da Rússia contra a Ucrânia.

O monarca espanhol referiu-se à invasão da Ucrânia em seu discurso na tradicional cerimônia da Páscoa Militar realizada anualmente no dia 6 de janeiro no Palácio Real de Madri, coincidindo com o Dia de Reis.

Também participaram da cerimônia a rainha Letizia, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, e a ministra da Defesa espanhola, Margarita Robles, bem como a cúpula das Forças Armadas e da Guarda Civil.

Diante de todos eles, Felipe VI apoiou o compromisso do governo espanhol com a Otan de elevar o orçamento militar, atualmente de 1,2%, até situá-lo em 2% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2029.

O monarca lembrou que a agressão russa contra a Ucrânia “afeta todos os países”, razão pela qual, além de melhorar as capacidades militares, obriga a manter a unidade de ação com os parceiros e aliados da Otan e da União Europeia (UE).

“Esta guerra, longe de minar a unidade e causar fissuras entre todos nós que defendemos o direito internacional, a liberdade, a paz, os valores democráticos e uma ordem internacional baseada em regras, o que conseguiu foi fortalecer nossa coesão e apresentar uma frente contra a invasão da Ucrânia”, comentou.

Por sua vez, a ministra da Defesa espanhola prometeu aos ucranianos que a Espanha “nunca ficará indiferente” à “injustiça, ao sofrimento e à morte” e que “não os deixará sozinhos” até que se alcance a paz.

Sánchez não falou, mas através das redes sociais agradeceu o trabalho do Exército espanhol em diferentes partes do mundo.

“Nestes tempos conturbados devido à guerra provocada na Ucrânia pela Rússia, são os garantidores do nosso Estado de Direito. Obrigado por seu empenho ao serviço da Espanha, da paz e da segurança”, escreveu o presidente do governo. EFE