Sergey Lavrov. EFE/Arquivo/MAXIM SHIPENKOV

Rússia rejeita pressão contra Cuba e alerta para deterioração humanitária na ilha

Moscou (EFE).- O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, conversou nesta segunda-feira por telefone com seu homólogo cubano, Bruno Rodríguez, ocasião em que confirmou a rejeição de Moscou a qualquer pressão — econômica ou militar — contra Cuba, e alertou para a deterioração da situação humanitária na ilha.

“A parte russa confirmou a posição de princípios a respeito da inadmissibilidade de pressões econômicas ou militares contra Cuba, incluindo os obstáculos ao fornecimento de combustível à ilha”, informou a diplomacia russa em um comunicado publicado em seu portal oficial.

Segundo a Chancelaria, isso “poderia levar a uma grave deterioração da situação econômica e humanitária no país”.

O Ministério acrescentou que, durante a conversa, ambos os ministros “abordaram temas prioritários da cooperação bilateral e da agenda internacional”.

Lavrov expressou a Rodríguez “a firme disposição de continuar ajudando Cuba com todo o apoio político e material necessário”, assinalou a pasta.

“Ambos os ministros conversaram também sobre o calendário dos futuros contatos russo-cubanos”, concluiu.

A grave crise econômica, energética e social de Cuba se agravou desde que a ilha deixou de receber petróleo da Venezuela após a captura, há um mês, do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, pelos Estados Unidos, uma ação que o governo de Havana condenou veementemente.

As frequentes avarias nas usinas elétricas cubanas, que operam em péssimo estado técnico e com décadas acumuladas de uso, e a falta de divisas para importar o combustível para produzir energia são as principais causas desta situação, segundo reconhece o governo cubano.

Soma-se a isso a ordem executiva assinada na última quinta-feira pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que estabeleceu a imposição de tarifas aos países que vendam ou forneçam petróleo a Cuba, ao considerar a ilha como uma “ameaça” à segurança nacional americana. EFE