Sunak considera “inimaginável” negociação com Putin nas atuais condições

Londres (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Rishi Sunak, considerou nesta segunda-feira “inimagináveis” as negociações com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, enquanto este “infligir tamanho dano” aos ucranianos e até que retire suas tropas daquele país.

Na última videoconferência do ano dos líderes dos países do G7, Sunak defendeu perante os seus homólogos que “qualquer estratégia política tem de seguir a realidade do campo de batalha”.

Sunak disse que “está claro que Putin está percebendo que não poderá mais vencer no terreno e agora está recorrendo a táticas cínicas, incluindo ataques bárbaros à infraestrutura nacional crítica”, de acordo com um comunicado divulgado por seu gabinete.

“Negociações enquanto o Kremlin inflige tamanho dano aos ucranianos são inimagináveis ​​e Putin tem que retirar suas forças antes que possa haver negociações de paz genuínas”, acrescentou.

Para os britânicos, manter-se alinhados política, econômica e militarmente é a única forma dos aliados fazerem “Putin sentir o custo das suas ações”, razão pela qual apelou ao G7 para que unam os seus esforços e igualem pelo menos o seu apoio à Ucrânia em 2023.

“O primeiro-ministro prestou homenagem à liderança do G7 do chanceler (Olaf) Scholz este ano e deu as boas-vindas ao primeiro-ministro (japonês, Fumio) Kishida como presidente do grupo em 2023, “incluindo seu foco na Ucrânia e desafios econômicos compartilhados, como a China”.

Scholz anunciou a criação de uma plataforma para coordenar ajuda financeira à Ucrânia dentro do G7, em entrevista após reunião virtual realizada com os líderes do grupo – formado por Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, França e Itália, além da Alemanha. EFE