Zelensky critica “mesquinhez” de alguns países e agradece ajuda da Espanha

Cracóvia (EFE).- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou nesta sexta-feira a “mesquinhez” de alguns países, elogiou o apoio da Polônia e “a atitude de grandes nações”, como a Espanha.

Em uma entrevista à rede de televisão estatal polonesa e dada em Kiev, o presidente ucraniano disse que a resposta internacional que se seguiu ao início da guerra o fez “reavaliar” suas relações com muitos países, pois a resposta “não foi a mesma” de todos, e alguns foram até “mesquinhos”.

Segundo Zelensky, a Polônia e seus vizinhos bálticos se comportaram como “amigos”.

“Não nos apoiaram por telefone, mas estiveram conosco na Ucrânia. Isso é uma verdadeira amizade, e é disso que se trata uma aliança”, disse.

Zelensky também reconheceu que, nos últimos meses, “a atitude dos líderes de grandes países como Holanda, França, Alemanha e Espanha também tem sido de grande importância”.

Referindo-se à Alemanha, o líder ucraniano declarou que as relações com Berlim “mudaram em certa medida”.

No caso da Polônia, o presidente ucraniano disse que o país “recebeu em seus braços milhões de ucranianos” e definiu essa atitude como “muito tocante e altruísta”, algo que o torna “muito grato ao presidente (polonês) (Andrzej Duda), ao primeiro-ministro (Mateusz Morawiecki) e a todos os poloneses”.

“Há muitas coisas que só Andrzej (Duda) e eu sabemos, sobre as quais falamos sem usar meios especiais de comunicação intergovernamental, somente através do WhatsApp. Este foi o caso nos primeiros dias da guerra e depois. Temos uma relação pessoal muito próxima”, enfatizou.

Quanto à anunciada prontidão da Polônia em entregar tanques Leopard para o exército ucraniano, Zelensky a avaliou como “uma forma de apoiar a Ucrânia”, mas afirmou que “a Polônia não pode assumir sozinha todo o fornecimento de armamentos”.

Por fim, ele enviou uma mensagem a seus compatriotas deslocados para a Polônia por causa da guerra e lhes pediu que “permaneçam ucranianos”, que mostrem “grande respeito” pelo país anfitrião, mesmo que encontrem “coisas que não gostam ou costumes diferentes”, e lembrem que “são convidados” que “devem retornar ao seu país, porque nós estamos lutando por eles”.

“A guerra vai terminar, e temos certeza de que terminará com uma vitória, nenhum outro resultado é uma opção”, concluiu. EFE