Xi Jinping e Pedro Sánchez. EFE/Arquivo/J.J. Guillén

Sánchez defenderá na China que Ucrânia é que deve ditar condições para paz

Bruxelas (EFE).- O chefe do governo da Espanha, Pedro Sánchez, vai defender em encontro com o presidente da China, Xi Jinping, que a paz na Ucrânia deve incluir o respeito pela integridade territorial desse país e argumentar que são os ucranianos que devem estabelecer as condições para um diálogo que permita essa paz.

Em declarações a jornalistas em sua chegada à reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas, nesta quinta-feira, Sánchez antecipou algumas das ideias que pretende transmitir a Xi durante a reunião que terão na próxima semana em Pequim.

O presidente do governo espanhol vai cumprir agenda na China nos próximos dias 30 e 31, onde vai participar de um fórum econômico, se reunir com empresários chineses e ter um encontro com Xi Jinping.

Além de ressaltar a importância dessa viagem e agradecer o convite do presidente chinês, Sánchez disse que ela representa um reconhecimento internacional à Espanha em um momento mundial muito complexo.

Sánchez vai se encontrar com Xi poucos dias após a viagem que o líder chinês fez a Moscou para apresentar ao presidente russo, Vladimir Putin, seu plano de paz para a Ucrânia.

Para o espanhol, o mais importante em relação à guerra é que se possa garantir uma paz “estável e duradoura”. Isso significa respeitar a Declaração de Direitos das Nações Unidas e a integridade territorial que ele lamentou estar sendo violada pela Rússia.

Sánchez disse que vai argumentar a Xi que os ucranianos é que devem estabelecer as condições para o início de um diálogo de paz.

China, um agente de primeira ordem

Quando perguntado se a China pode ser confiável na busca pela paz, ele disse que se trata de “um agente de primeira ordem” e que é importante conhecer de primeira mão sua posição sobre o que pode levar ao fim do conflito na Ucrânia.

“E também transmitir que os próprios ucranianos devem estabelecer as condições para o início da paz”, insistiu.

Sánchez evitou comentar a possibilidade de transmitir a Xi a preocupação de aliados ocidentais de que a China possa estar enviando armas para a Rússia.

Além de abordar a guerra na Ucrânia, Sánchez explicou que vai conversar com o presidente chinês sobre as relações bilaterais para tentar fortalecê-las justamente no momento em que elas completam 50 anos e também vai apresentar os objetivos da Espanha na presidência rotativa da União Europeia, que o país vai assumir no segundo semestre. EFE