Genebra (EFE).- A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu quase US$ 1 bilhão para sua resposta a emergências neste ano de 2026, um terço a menos que no ano passado, anunciou nesta terça-feira em entrevista coletiva o diretor-executivo de Emergências da OMS, Chikwe Ihekweazu.
Em 2025, apesar de ter solicitado US$ 1,5 bilhão para sua resposta a emergências, a organização acabou dispondo de US$ 900 milhões, razão pela qual este ano fez seu pedido “em função do que está disponível de maneira realista”.
“Há muitos países no mundo que podem e deveriam fazer mais para apoiar estes contextos, sabendo que todos nos beneficiamos de um mundo mais pacífico”, afirmou Ihekweazu.
Embora tenha agradecido o apoio dos doadores tradicionais (União Europeia, Arábia Saudita, Alemanha, Japão, Itália, Reino Unido), o representante da OMS indicou que a agência espera mais apoios.
O exercício de 2025, lembrou, foi um ano “excepcionalmente duro”, com cortes que obrigaram a suspender ou reduzir os serviços de 6,7 mil instalações sanitárias em 22 contextos humanitários, deixando 53 milhões de pessoas sem atendimento médico.
“As famílias tiveram que escolher entre comprar comida ou remédios. As pessoas nunca deveriam ter que tomar essas decisões”, lamentou Ihekweazu.
Com este orçamento, esperam atender 36 emergências, entre as quais estão Gaza e Oriente Médio, Sudão, Ucrânia, República Democrática do Congo, Haiti e Mianmar.
Ihekweazu lembrou a importância de ter sistemas de saúde fortes para detectar as ameaças precocemente e deter a escalada dos surtos, já que “as doenças não respeitam fronteiras, sejam a cólera, mpox ou qualquer outra ameaça”. EFE