Argentina e Twitter se unem para frear ódio nas redes

Buenos Aires (EFE).- O governo da Argentina promoverá “ações conjuntas” com o Twitter para impedir a proliferação do discurso de ódio nas redes sociais devido ao seu “recrudescimento” desde a pandemia do coronavírus, segundo informaram fontes oficiais nesta segunda-feira.

O secretário de Direitos Humanos da Argentina, Horacio Pietragalla, realizou uma reunião virtual com representantes do Twitter na América Latina para abrir “uma instância de diálogo” que permita gerar ações destinadas a coibir a disseminação de comportamentos abusivos nas redes, detalhou a Secretaria de Direitos Humanos em comunicado.

Durante o encontro, Pietragalla ofereceu a “colaboração técnica” da secretaria argentina para “melhorar a qualidade do debate público nas redes sociais e prevenir situações de violência”.

O secretário de Direitos Humanos da Argentina, Horacio Pietragalla. EFE/Arquivo/Andrea Cuesta

Os responsáveis ​​pelo Twitter presentes no encontro, incluindo Hugo Rodríguez Nicolat, diretor de Políticas Públicas do Twitter América Latina, “concordaram sobre a importância de realizar ações conjuntas” para limitar essas práticas e destacaram a relevância da “alfabetização digital” no uso de redes sociais, de acordo com o comunicado.

O governo da Argentina sustenta que o “recrudescimento” do discurso de ódio na internet foi um dos fatores que motivaram a tentativa de assassinato da vice-presidente, Cristina Kirchner, ocorrida em 1º de setembro.

Naquele dia, um homem de nacionalidade brasileira de 35 anos, Fernando Sabag Montiel, tentou disparar duas vezes no rosto da ex-presidente, mas a arma não efetuou nenhum disparo. EFE