COP27 tem poucos avanços em negociações

Sharm el Sheikh (EFE).- A presidência da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 27) reconheceu nesta segunda-feira que há poucos avanços nas negociações da cúpula e que ainda há “trabalho pela frente para obter resultados”, quando o evento entra na última semana.

Em apresentação, o presidente da COP27 e ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Soukri, cobrou todas as partes – mais de 190 entre países, entidades internacionais e grupos regionais – a utilizarem “todos os meios disponíveis” para obter rascunhos dos acordos antes da próxima quarta-feira.

O principal objetivo almejado do chanceler do país africano é que seja fechado até a próxima segunda-feira uma declaração que contenha “decisões ambiciosas”.

“Concluímos os trabalhos em vários temas, mas ainda falta trabalho pela frente, se queremos obter resultados significativos e tangíveis de que possamos ficar orgulhosos. Temos que mudar de direção e complementar as discussões técnicas com outras de compromissos políticos”, disse Soukri.

Nesse sentido, o chanceler apontou que o trabalho que resta por abordar nos próximos dias passa por três vias paralelas: a continuação das negociações técnicas para ter material “a que possam incluir os acordos políticos” e a continuação das “consultas ativas” entre os distintos grupos que trabalham na relação final, para acrescentar “os assuntos que foram surgindo” nos comitês temáticos de menor apelo.

Por último, segundo Soukri, é preciso “continuar as consultas centradas em temas políticos chave ainda sem resolver”.

Tudo isso deveria estar resolvido, disse o chanceler, antes da última quarta-feira à tarde, para poder passar para os detalhes do documento e as conclusões finais antes da última sexta-feira, data prevista para o fim da COP27.

“O objetivo é ter conclusões e decisões substanciais, que constituam o fim da conferência de Sharm el Sheikh. Recebemos fortes mensagens da ciência e das pessoas na frente de luta sobre os custos da falta de ação de climática. E também para que tomemos ambiciosas decisões que se transfiram em programas que possam ser aplicadas com velocidades”, disse Soukri.

“O tempo não está do nosso lado e o mundo olha. É hora de nos unirmos e cumprir”, concluiu o chanceler. EFE