Cristina Kirchner se diz vítima de “mentiras e difamações”

Buenos Aires (EFE).- A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, alegou nesta sexta-feira, em depoimento ao tribunal que a julga por suposta corrupção, ser vítima de “mentira, calúnia e difamação” por parte do Ministério Público, que em agosto pediu 12 anos de prisão contra ela dentro desse caso.

“Quero fazer um pedido formal a este tribunal para que, ao final das audiências, sejam levados testemunhos de todas e cada uma das mentiras dos promotores contrários às provas documentais, periciais e testemunhais deste julgamento”, disse a também ex-presidente argentina, que se considera diante de “um caso claro de prevaricação”.

Por videoconferência, direto de seu gabinete no Senado, ela depôs na fase de defesa do julgamento no qual foi acusada pelo Ministério Público de concessão irregular de obras públicas durante seu período como presidente (2007-2015).

A vice-presidente da Aegentina, Cristina Kirchner. EFE/Arquivo/Juan Ignacio Roncoroni

Cristina Kirchner vs. Mauricio Macri

Cristina Kirchner, que há anos afirma ser vítima de uma perseguição política e judicial engendrada pelo também ex-presidente Mauricio Macri (2015-2019), parabenizou seus advogados, que ao longo desta semana, de acordo com ela, provaram as “mentiras, calúnias e difamações”.

“Neste mesmo tribunal, promotores e juízes jogam (futebol) no sítio do ex-presidente Macri e ninguém parece estar surpreso”, declarou a vice-presidente, que está sendo processada em vários casos, dos quais apenas um, conhecido como “Causa Vialidad” (“Caso das Rodovias”, em tradução livre), no qual há 13 réus, está com julgamento aberto.

Ela é acusada de ter cometido crimes de associação ilícita e administração fraudulenta de recursos públicos devido a supostas irregularidades na concessão de 51 contratos de obras públicas na província de Santa Cruz, berço político da corrente política kirchnerista, a empresas pertencentes ao empresário Lázaro Báez durante os mandatos dela e o de seu marido e antecessor na presidência, o falecido Néstor Kirchner (2003-2007). EFE