Zelensky coordena resposta contra “falsos” referendos russos na Ucrânia

Redação Central (EFE).- O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse nesta quarta-feira que tenta coordenar com parceiros internacionais uma resposta aos “falsos” referendos organizados pela Rússia em territórios ucranianos.

Para isso, anunciou que conversou nesta quarta-feira com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan; o chanceler da Alemanha, Olaf Scholz; o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau; a primeira-ministra do Reino Unido, Liz Truss; o secretário-geral da ONU, António Guterres; e o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel.

“A nossa principal tarefa agora é coordenar ações com parceiros em resposta a falsos referendos organizados pela Rússia e todas as ameaças relacionadas. Isto não é 2014. Tudo está claro para todos. E certamente haverá ações”, disse Zelensky no habitual discurso noturno.

Agradecendo a todos pelo apoio “claro e inequívoco”, o mandatário disse que “a Ucrânia não pode e não tolerará qualquer tentativa da Rússia de confiscar qualquer parte da nossa terra”.

Os líderes de quatro regiões do leste e do sul da Ucrânia pediram nesta quarta-feira ao presidente russo, Vladimir Putin, que incorporasse esses territórios à Rússia, lançando oficialmente o processo de anexação após referendos considerados ilegais pela comunidade internacional e por Kiev.

O presidente ucraniano disse que também discutiu com o chanceler alemão que Kiev espera um sistema de defesa antimísseis, e que também foram discutidas questões energéticas, incluindo o fornecimento de gás à Europa e “a sabotagem do gasoduto Nord Stream”.

Zelensky pediu a Trudeau que o Canadá lidere um esforço global para limpar as minas e projéteis russos no território ucraniano, e agradeceu pela “vontade de ajudar”.

Com Guterres, tal como com a primeira-ministra britânica, também discutiu os falsos referendos “e a aparente preparação do terreno pela Rússia para uma tentativa de anexar o território”.

“Estas violações brutais da Carta das Nações Unidas devem ser punidas”, declarou. EFE