Fotografía reciente del ministro de Exteriores de Rusia, Serguéi Lavrov. EFE/EPA/MIKHAIL METZEL / SPUTNIK / KREMLIN
Sergey Lavrov. EFE/Arquivo/MIKHAIL METZEL / SPUTNIK / KREMLIN

Lavrov acusa Ocidente de tentar distanciar Rússia e China

Moscou (EFE).- O Ocidente busca distanciar Rússia e China, mas, apesar disso, as relações entre os dois países estão no seu melhor momento, afirmou nesta quarta-feira o ministro das Relações Exteriores russo, Sergey Lavrov.

«As pessoas nos perguntam se temos provas de que o Ocidente está de alguma forma tentando gerar discórdia nas nossas relações. Não é sequer necessário procurar estas provas porque são de livre acesso», disse Lavrov em entrevista coletiva anual.

Banner WhatsApp

Lavrov disse que estão fadadas ao fracasso as aspirações do Ocidente de derrotar a Rússia na Ucrânia e depois «permitir» que Moscou seja um aliado na luta contra a China.

«As nossas relações com a República Popular da China estão no seu melhor momento na sua história», enfatizou.

Lavrov recordou que os presidentes da Rússia e da China, Vladimir Putin e Xi Jinping, estabeleceram as diretrizes para esta relação em fevereiro de 2022, quando o líder russo visitou o território chinês.

«Vocês se recordarão de como os nossos amigos chineses descreveram outrora estas relações: não é uma aliança, não é uma união, mas em muitos aspectos é muito mais do que uma união», analisou.

O chefe da diplomacia russa destacou que «as estratégias que os EUA aprovam, as doutrinas de segurança e as declarações conjuntas da Otan e da UE, mencionam tanto a Rússia como a China».

«Um pequeno detalhe, somos vistos como uma ameaça imediata que deve acabar logo, enquanto a China é vista como um desafio a longo prazo, o mais importante e sério, de natureza sistêmica», acrescentou.

O chanceler russo observou que os EUA «não tem forças próprias suficientes» para prosseguir o seu curso de domínio e contenção da Rússia e da China, «e é precisamente por isso que o que estão fazendo agora não é uma mobilização parcial, mas uma mobilização total do Ocidente».

«Isto é mais uma confirmação de que eles compreendem que estão perdendo as forças para enfrentar o objetivo e a tendência histórica da formação de um mundo multipolar», argumentou.

Segundo Lavrov, o Ocidente continuará à procura de fatores irritantes para Pequim.

«A China compreende perfeitamente bem a doutrina ocidental de ‘Rússia primeiro, depois a China’ e sabe que não é uma brincadeira», disse, observando que o Ocidente «já adotou posições sobre Taiwan que são totalmente inaceitáveis tanto para a China como para o direito internacional».

Lavrov afirmou que o Ocidente «está à procura de novas possibilidades concretas para ‘irritar’ a China, incluindo o Tibet, Sinkiang, Hong Kong, e é por isso que a China compreende que a parte restante do sistema ocidental, sendo totalmente dependente do Ocidente, implica riscos muito sérios». EFE