Moscou (EFE).- O Kremlin classificou nesta sexta-feira como «politizada» a decisão do Conselho Europeu de abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia e alertou que poderia «desestabilizar» a União Europeia (UE).
“É claro que esta é uma decisão absolutamente politizada”, disse o porta-voz da presidência russa, Dmitry Peskov, na sua coletiva de imprensa telefônica diária.
O Conselho Europeu decidiu na quinta-feira abrir negociações de adesão com a Ucrânia e a Moldávia, conceder o estatuto de país candidato à Geórgia e iniciar negociações com a Bósnia e Herzegovina «assim que for alcançado o grau necessário de cumprimento dos critérios de adesão».
Segundo Peskov, a UE sempre teve “critérios rígidos” para a adesão e atualmente “nem a Ucrânia nem a Moldávia os cumprem”.
“Sem dúvida, esses novos membros podem de fato desestabilizar a UE”, acrescentou, embora o próprio presidente russo, Vladimir Putin, já tenha considerado que a entrada da Ucrânia no bloco não representa uma ameaça para Moscou.
Na opinião de Peskov, as decisões da UE baseiam-se muitas vezes “em grande parte no desejo de causar ainda mais transtornos à Rússia”, neste caso criando antagonismo entre Moscou e as antigas repúblicas soviéticas com aspirações europeias.
O governo ucraniano, a oposição e a sociedade civil celebraram ontem a decisão do Conselho Europeu de abrir negociações de adesão com Kiev como uma vitória para aqueles que lutam pela independência e pelo futuro democrático da Ucrânia.
A Moldávia, por sua vez, saudou a “nova página” da sua história e defendeu uma Europa “ainda mais forte e mais unida” com Chisinau e Kiev. EFE







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