Sevilha (EFE).- O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, advertiu nesta quarta-feira que as tarifas são um freio ao progresso e só levam a uma «derrota coletiva», pois está convencido de que não há vencedores em uma economia que se fecha para si mesma.
Sánchez se referiu à guerra tarifária conduzida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, embora sem citá-lo explicitamente em nenhum momento, em seu discurso em uma mesa-redonda sobre o sistema de comércio multilateral organizada por ocasião da IV Conferência Internacional das Nações Unidas sobre Financiamento para o Desenvolvimento, que está sendo realizada nesta semana em Sevilha, no sul da Espanha.
O chefe do governo espanhol enfatizou que o progresso não caiu do céu, mas é o resultado do comércio, da ciência e da cooperação, reconhecendo que o motor que eles representaram está atualmente fora de marcha.
Sánchez lamentou que se fale cada vez mais em tarifas e que sua aplicação levará a um menor crescimento mundial, o que afeta principalmente os mais vulneráveis.
Por esse motivo, o governante advertiu que «as tarifas não são uma arma, mas sim um freio», pois acredita que responder com barreiras só leva à derrota coletiva porque «não há vencedores em uma economia que se fecha para si mesma».
Sánchez elevou o tom contra as tarifas em meio às negociações comerciais entre a União Europeia e os Estados Unidos e depois que Trump disse na semana passada que, dada a recusa da Espanha em investir 5% de seu produto interno bruto (PIB) em defesa, o país europeu pagará o dobro por meio de tarifas ou impostos.
O presidente do governo espanhol defendeu o fortalecimento do sistema multilateral e a renovação do papel central da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Para Sánchez, se o mundo continuar a se fechar em blocos e se resignar ao isolamento, todos sairão perdendo.
Em resposta a isso, ele garantiu que o governo espanhol tem prioridades claras, como promover a ciência aberta, fomentar a igualdade e a inclusão e facilitar o acesso equitativo à inovação.
«A Espanha está comprometida diante do ruído e defendemos regras contra a fragmentação, defendemos o trabalho em conjunto e, diante do medo, defendemos o otimismo e a esperança», declarou. EFE








