El presidente de Turquía, Recep Tayyip Erdogan.
Recep Tayyip Erdogan. EFE/Arquivo/ANDREJ CUKIC

Erdogan diz que Netanyahu terá «mesmo destino de Hitler»

Istambul (EFE).- O presidente da Turquia, o islâmico Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta terça-feira que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, criou uma rede criminosa e fascista que também prejudica os judeus, e assegurou que terá o mesmo destino que o ditador nazista Adolf Hitler.

«Os líderes de Israel, com seu conceito radical, não são outra coisa senão uma rede criminosa que desenvolveu uma ideologia fascista», disse o líder turco à imprensa no avião em que voltava da cúpula extraordinária da Liga Árabe e da Organização para a Cooperação Islâmica, realizada no domingo e na segunda-feira no Catar.

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«Do ponto de vista ideológico, Netanyahu é um familiar de Hitler. E, assim como Hitler não via o desastre que o esperava como resultado de suas ações, acredito que Netanyahu se encontrará com o mesmo destino», considerou Erdogan.

«Israel prejudica os judeus tanto quanto os muçulmanos e os cristãos. Se ouvirem os judeus que se opõem ao genocídio de Israel, verão que o sionismo é uma ideologia perigosa», afirmou Erdogan nessa conversa com a imprensa, segundo a rede de televisão turca “NTV”.

«Israel não deve sujar a mensagem divina e a memória bendita de Moisés, que, segundo nossa fé, é um de nossos profetas, nem a dos outros profetas», disse o presidente turco.

Além disso, assegurou que na cúpula do Catar havia defendido uma maior unidade e cooperação entre os países islâmicos diante da guerra na Faixa de Gaza e pediu para seus homólogos «revisar as relações diplomáticas e econômicas» com Israel, seguindo o exemplo da Turquia, que já vetou o comércio bilateral.

Erdogan expressou sua confiança de que, na Assembleia Geral das Nações Unidas, que será realizada este mês em Nova York, numerosos países reconhecerão a Palestina como Estado, e lembrou que Ancara sempre insistiu na solução de dois Estados, ou seja, o estabelecimento de um Estado palestino vizinho a Israel nas fronteiras de 1967. EFE