Venezuela seguridad
Nicolás Maduro. EFE/Arquivo/Miguel Gutiérrez

Maduro oferece a países vizinhos estabelecer acordos para operações conjuntas de segurança

Caracas (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ofereceu nesta sexta-feira aos países vizinhos estabelecer acordos para operações conjuntas de segurança cidadã, após insistir que no país foram vencidas «todas» os grupos criminosos, entre eles o Trem de Aragua, declarado pelos Estados Unidos como organização terrorista estrangeira.

«A Venezuela construiu um sistema policial profissional, científico, exemplar, e o coloca a serviço dos países vizinhos para fazer acordos, quando quiserem, de troca de informação, de operações conjuntas», afirmou o governante no ato de inauguração da sede da Academia do Serviço da Polícia Nacional Bolivariana (PNB).

Maduro reiterou que na Venezuela, além do Tren de Aragua, foram vencidos grupos como Tren del Llano e líderes criminosos como Wilexis Acevedo e Carlos Luis Revette.

«Libertamos a Venezuela com a força da lei, e esse é um sucesso que colocamos a serviço para lutar contra as quadrilhas criminosas, o crime internacional, o narcotráfico», reiterou.

Na quarta-feira, os Estados Unidos impuseram sanções financeiras à atriz e DJ venezuelana Jimena Araya, conhecida como Rosita, por supostamente manter um relacionamento amoroso com Héctor Rusthenford Guerrero, vulgo ‘Niño Guerrero’, líder da quadrilha criminosa Trem de Aragua.

Araya consta entre as pessoas sancionadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA por alegadamente prestar «apoio material» ao Tren de Aragua. Segundo o Tesouro, acredita-se que Araya mantenha um relacionamento amoroso com ‘Niño Guerrero’, a quem teria ajudado a escapar da prisão de Tocorón, na Venezuela, em 2012.

Também foi sancionado Kenffersso Sevilla, vulgo ‘El Flipper’, detido na Colômbia em novembro e considerado braço-direito de Niño Guerrero.

O governo venezuelano reiterou em diversas oportunidades que o Tren de Aragua é uma quadrilha que não existe mais. No dia 17 de novembro, o ministro do Serviço Penitenciário da Venezuela, Julio García Zerpa, disse que a quadrilha criminosa é um «elemento mítico» usado para «buscar agredir» o país. EFE