Friedrich Merz. EFE/GIAN EHRENZELLER

Merz assegura que nada deterá o acordo entre a UE e o Mercosul

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Davos (Suíça)/Berlim (EFE).- O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, assegurou nesta quinta-feira em Davos que nada deterá o acordo comercial entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, ao mesmo tempo em que lamentou que o Parlamento Europeu tenha colocado um novo obstáculo ao decidir levar o caso à Justiça europeia.

«Lamento profundamente que o Parlamento Europeu tenha colocado ontem outro obstáculo em nosso caminho. Mas tenham a certeza: não nos deterão. O acordo com o Mercosul é justo e equilibrado. Não há alternativa se quisermos alcançar um maior crescimento na Europa», disse Merz durante seu discurso no âmbito do Fórum Econômico Mundial de Davos.

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Ao mesmo tempo, assinalou que o mais provável é que este acordo seja aplicado de maneira provisória.

Em relação à UE, o chanceler defendeu que «não há lugar para o isolacionismo e o protecionismo», mas sim para «vínculos estrategicamente coordenados em todo o mundo».

«As ambições comerciais da Europa são muito claras. Queremos ser a aliança que oferece mercados abertos e oportunidades comerciais. Queremos reforçar as normas para um comércio justo e condições equitativas», afirmou.

Nesse sentido, o chanceler alemão destacou que «a Europa deve ser a antítese das práticas comerciais desleais patrocinadas por Estados», do protecionismo das matérias-primas, da proibição de tecnologias e das tarifas arbitrárias.

«As tarifas, mais uma vez, devem ser substituídas por normas e essas normas devem ser respeitadas pelos parceiros comerciais», ressaltou Merz.

Nesse contexto, se mostrou convencido de que a UE está fazendo grandes progressos, como a recente assinatura do acordo com o Mercosul, que agora deve ser ratificado em nível parlamentar e que desde quarta-feira enfrenta um novo obstáculo após o Parlamento Europeu decidir remetê-lo ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE), para que revise se é compatível com os tratados comunitários.

Merz referiu-se também aos acordos de livre comércio nos quais a UE trabalha atualmente com a Índia, o México e a Indonésia.

«Para aproveitar ao máximo estas novas parcerias, temos que colocar ordem em nossa própria casa», advertiu Merz, que lamentou o fato de tanto a Alemanha quanto a Europa terem desperdiçado, nos últimos anos, um «incrível potencial de crescimento» ao atrasar desnecessariamente as reformas e restringir excessivamente as liberdades empresariais e a responsabilidade pessoal, algo que, assegurou, vai mudar agora. EFE