Díaz-Canel: "No hay excusa" para que EE.UU. recurra a la agresión militar contra Cuba
Miguel Díaz-Canel. EFE/Arquivo/Bienvenido Velasco

Díaz-Canel denuncia na ONU impacto de bloqueio energético dos EUA na saúde de Cuba

Genebra (EFE).- O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, participou nesta quinta-feira, por meio de uma mensagem de vídeo, de um fórum organizado pela ONU sobre as sanções unilaterais no mundo, no qual denunciou que o bloqueio energético dos Estados Unidos está causando um grave impacto em setores da ilha, como o de saúde.

«Mais de 96 mil cubanos, incluindo 11 mil crianças, encontram-se à espera de cirurgias devido à falta de eletricidade», afirmou Díaz-Canel, que também alertou que 16 mil pacientes que precisam de radioterapia e quase 3 mil que dependem de diálise estão afetados pela paralisação de serviços diante dos problemas energéticos.

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Além disso, os transportes público e privado estão praticamente paralisados pela falta de combustível, e empresas e a produção de alimentos também foram duramente impactados, acrescentou.

«Muito além dessas cifras, é impossível contabilizar o esgotamento físico e psicológico», afirmou o presidente cubano, que classificou o bloqueio americano como «uma violação flagrante, deliberada e injustificada dos direitos humanos de todo um povo e da liberdade de comércio de terceiros países».

Diante disso, concluiu Díaz-Canel, «a determinação dos cubanos para defender nossa absoluta soberania é total», e o povo de Cuba «não esquecerá aqueles que, diante do atropelo e da chantagem, se colocaram do lado da justiça e ergueram suas mãos e vozes sem medo».

O embaixador da Venezuela na ONU em Genebra, Alexander Yánez, abriu o fórum afirmando que as medidas coercitivas unilaterais das quais seu país também é vítima «são uma forma de guerra, pois seus efeitos são os mesmos dos mísseis».

«Danificam a infraestrutura crítica, os sistemas de saúde e destroem a economia», declarou em um fórum que também contou com a participação de representantes de outros países sujeitos a sanções unilaterais, como Eritreia, Irã e Zimbábue. EFE