Jerusalém (EFE).- O Exército de Israel afirmou nesta quarta-feira que matou 90 supostos milicianos do Hamas durante a incursão ao hospital Al Shifa, que segue cercado pelas tropas, enquanto ontem à noite pelo menos 24 pessoas morreram em um ataque contra caminhões de ajuda perto da rotatória do Kuwait, também na Cidade de Gaza.
“Até agora, as tropas mataram aproximadamente 90 terroristas na área” do Al Shifa, informou hoje um comunicado militar, confirmando ainda mais de 300 detidos e interrogados, e “160 suspeitos transferidos para território israelense para posterior interrogatório”.
O Exército também afirmou ter localizado armas na área hospitalar, além de ter evitado danos a civis, pacientes e equipamentos médicos.
No entanto, segundo fontes da agência de notícias palestina “Wafa”, alguns pacientes tiveram que deixar o complexo e se deslocar para o hospital Batista, apesar do difícil estado de saúde.
Além disso, jornalistas foram detidos, amordaçados e despidos, relatou a emissora “Al Jazeera” na segunda-feira.
A “Wafa” também confirmou famílias sitiadas pelos intensos bombardeios no bairro de Al Rimal e nas proximidades do hospital, e pelo menos 20 mortos no ataque com mísseis israelenses contra um edifício residencial a oeste da Cidade de Gaza, juntamente com um número indeterminado de mortes em ataques aéreos na área de Sidra, a leste da cidade.
Fontes palestinas e o governo do Hamas em Gaza também relataram ontem à noite um ataque com pelo menos 24 mortos e dezenas de feridos contra caminhões de entrega de ajuda perto da rotatória do Kuwait, onde pelo menos quatro episódios similares já ocorreram anteriormente, o pior deles conhecido como “O Massacre da Farinha”, com mais de 100 mortos, alguns deles por disparos israelenses em uma suposta debandada.
“O criminoso exército de ocupação cometeu um massacre atroz e traiçoeiro contra os comitês de proteção popular, que foram formados através de uma iniciativa popular e nacional de voluntários para proteger os comboios de ajuda e distribuí-los em um sistema que garanta sua entrega segura e digna aos cidadãos da Faixa de Gaza”, denunciaram as facções palestinas no início da manhã de hoje, em um comunicado no Telegram.
“As províncias da Cidade de Gaza e do norte em particular estão sujeitas a um cerco e a uma guerra de fome por parte da ocupação”, acrescentaram. EFE