O diretor geral de estratégia e planejamento de políticas do ministério de Relações Exteriores da Coreia do Sul, Lee Sung-hwan, participa nesta terça-feira, em Seul, do Fórum de Cooperação Econômica Coreia-LAC. EFE/Ruy Valdés

Países de América Latina e Caribe buscam fortalecer parceria com a Coreia do Sul

Seul (EFE).- Os países de América Latina e Caribe (LAC) destacaram nesta terça-feira, em Seul, a necessidade de fortalecer a parceria com a Coreia do Sul em um novo cenário global marcado por tarifas e pela reconfiguração das cadeias de suprimentos.

Empresários, altos funcionários e especialistas da região e da Coreia do Sul discutiram formas de promover a “parceria estratégica para uma prosperidade conjunta” durante o 18º Fórum de Cooperação Futura Coreia do Sul-LAC, em Seul, o principal evento anual sobre a América Latina no país asiático, que reuniu cerca de 350 participantes, segundo comunicado da Chancelaria sul-coreana.

Em três sessões, os palestrantes de Brasil, Equador, Argentina, Guatemala, Peru, México e República Dominicana enfatizaram os principais desafios do atual cenário internacional, desde o aumento do protecionismo e o impacto das tarifas dos EUA, até a necessidade de diversificar as cadeias de suprimentos e ampliar a rede de tratados de livre comércio (TLC).

O secretário de Mineração da Argentina apresentou oportunidades em setores como minerais críticos, enquanto o diretor de cooperação internacional da Chancelaria dominicana, Carlos Hernández, destacou o papel estratégico de seu país como plataforma de conectividade marítima e logística.

Por sua vez, a secretária-geral das Relações Exteriores do Brasil, Maria Laura da Rocha, ressaltou a importância de fortalecer a cooperação entre Coreia do Sul e LAC para responder aos desafios globais, como as mudanças climáticas, e impulsionar a colaboração em energia, segurança alimentar e ciência e tecnologia de ponta.

Enquanto isso, especialistas sul-coreanos destacaram que a América Latina possui uma população jovem e educada, além de abundantes recursos naturais.

Em relação à cúpula do Fórum de Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), que será realizada no final de outubro na Coreia do Sul, o vice-ministro de Pequenas e Médias Empresas e Indústria do Ministério da Produção do Peru, César Manuel Quispe, disse à Agência EFE que, entre as prioridades de Lima e Seul, está a criação de mecanismos de transferência de tecnologia e inovação em setores como pesca, agricultura e indústria naval.

Na mesma linha, Santiago Nieto, diretor-geral do Instituto Mexicano da Propriedade Industrial, afirmou que o México certamente irá colocar na mesa a necessidade de uma maior transferência de tecnologia com a Coreia do Sul, especialmente nos setores de semicondutores, biotecnologia e inteligência artificial.

Nieto também disse que será discutido o avanço de um tratado de livre comércio bilateral, em um momento importante que coincide com o início da revisão do TLC entre México, EUA e Canadá, conhecido como T-MEC, e no fim do prazo de 90 dias para se chegar a um acordo tarifário entre a Cidade do México e Washington. EFE