Brasília (EFE).- A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou nesta quarta-feira que o acordo alcançado hoje na COP28, que menciona explicitamente a necessidade de reduzir o uso de combustíveis fósseis no planeta, é uma “conquista”, mas exigiu mais recursos dos países desenvolvidos para “viabilizar esse compromisso”.
“É uma conquista porque leva em conta o que a ciência diz”, disse Marina durante entrevista coletiva em Dubai, sede da 28ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.
Ao mesmo tempo, a ministra destacou que as responsabilidades são “comuns, mas diferenciadas” e que os países ricos devem assumir a “liderança” e “viabilizar os meios de implementação tanto da agenda de adaptação como de mitigação” para ajudar as nações mais pobres.
“Os US$ 100 bilhões nunca foram concretizados. Quanto aos meios para fazer face às perdas e danos (das alterações climáticas), temos US$ 800 milhões, o que é altamente insignificante diante da magnitude do problema”, lamentou.
A apresentação do acordo elogiado pelo Brasil, que organizará a COP30 em 2025, coincide com a realização nesta quarta-feira no país de um megaleilão de 38 blocos para explorar reservas de gás e petróleo.
Questionada sobre esta aparente contradição na posição do Brasil, Marina garantiu que o Conselho Nacional de Política Energética “sem dúvida” levará em conta o que foi decidido na cúpula do clima sobre combustíveis fósseis.
A ministra também defendeu a “independência” dos órgãos ambientais na análise de pedidos de exploração de campos de petróleo, como o solicitado pela Petrobras em uma área extremamente sensível localizada em frente à foz do rio Amazonas.
“(O pedido) está sendo analisado com toda a competência técnica e independência institucional que os órgãos licenciadores ambientais





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