El presidente de Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, habla el 18 de marzo de 2024 durante una reunión con su gabinete de ministros este lunes, en el Palacio de Planalto en Brasilia (Brasil). EFE/ André Borges
Luiz Inácio Lula da Silva. EFE/Arquivo/Andre Borges

Lula propõe reunião de lideranças progressistas para frear avanço da extrema-direita

Brasilia (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira que quer promover um encontro de líderes progressistas, no âmbito da próxima Assembleia Geral da ONU, para discutir uma estratégia conjunta para frear o crescimento da extrema-direita.

«Estou querendo me organizar com os chamados presidentes democratas para definir uma estratégia para enfrentar o crescimento da extrema-direita», afirmou Lula durante um café com jornalistas no Palácio do Planalto.

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Lula explicou que já levou sua proposta ao presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, e ao presidente da França, Emmanuel Macron, e que irá discuti-la com outros líderes progressistas antes da Assembleia Geral da ONU, marcada para o próximo mês de setembro, em Nova York.

O presidente brasileiro comentou que o fenômeno da extrema-direita “é global” e representa “um retrocesso democrático”, uma vez que representa um avanço “do racismo, da xenofobia e de uma pauta de costumes que persegue as minorias”.

Lula destacou especialmente o crescimento da extrema-direita na Europa e nos Estados Unidos, país que disse ser um “símbolo da democracia no mundo” e que em janeiro de 2022 sofreu o violento ataque ao Capitólio, promovido por ativistas alinhados às ideias do ex-presidente Donald Trump.

Nesse sentido, comparou os acontecimentos no Capitólio com o ataque às sedes dos Três Poderes em Brasília em janeiro de 2023, promovido por eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro que não aceitaram sua derrota nas eleições do ano anterior.

Segundo Lula, os líderes democráticos “não podem permitir que prevaleça a negação de todas as instituições que foram criadas para manter a democracia” e devem unir forças contra um movimento extremista para o qual “o que há de mais valioso é a mentira”. EFE