Évian (EFE).- O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou nesta quarta-feira a cúpula do G7 na cidade de Évian como um «sucesso objetivo» e um momento de unidade e cooperação após meses de desacertos internacionais.
Em sua coletiva de imprensa de encerramento, o mandatário francês destacou que o bloco alcançou consensos estratégicos e respostas comuns diante de crises complexas, celebrando o que chamou de «momento Évian» na política externa.
Entre os principais avanços, Macron ressaltou o aval unânime dos líderes do G7 ao que considerou um «muito bom acordo» firmado entre Estados Unidos e Irã.
Embora tenha reconhecido que o pacto preliminar não resolve todos os problemas de imediato, o presidente francês pediu responsabilidade a Teerã, ao Hezbollah e a Israel para garantir a estabilidade e o cessar-fogo no Líbano.
Macron minimizou as ameaças do presidente americano, Donald Trump, de retomar os bombardeios caso o Irã descumpra as regras, interpretando o discurso do republicano apenas como uma reafirmação da sua capacidade de dissuasão, enquanto as questões sobre o urânio enriquecido serão detalhadas em 60 dias de negociações.
Paralelamente, o G7 reafirmou a importância da livre circulação no Estreito de Ormuz. Macron anunciou o compromisso das potências em diversificar rotas de abastecimento de petróleo e gás para reduzir a dependência da região e informou que uma missão multinacional, impulsionada por França e Reino Unido, está pronta para proteger navios mercantes na zona, dependendo apenas do aval final de Washington, Teerã e Omã.
Sobre a crise na Faixa de Gaza, os líderes concordaram em acelerar a ajuda humanitária e apoiar a reconstrução do enclave, além de pedir o fim da violência na Cisjordânia.
No plano militar, o líder francês celebrou o apoio inédito e a convergência total do G7 em relação à integridade territorial da Ucrânia, destacando que a relação de forças mudou, com o recuo da Rússia e o avanço das tropas de Kiev.
O bloco se comprometeu a endurecer as sanções sobre o gás e o petróleo russos, uma postura que recebeu o apoio explícito de Trump, que defendeu a devolução dos territórios capturados à Ucrânia.
Por fim, Macron enfatizou que, apesar da disposição do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky para o diálogo, todos os membros do grupo, inclusive o presidente americano, constataram que a Rússia não demonstra nenhuma vontade séria de alcançar a paz. EFE









